
Corria o ano de 1985 e já não sei bem porquê* o FC Porto decidiu criar um novo hino, criado por António Tavares Teles e Tozé Brito, e rezava assim:
Todos de pé, bandeira no ar
Todos de azul de pé a gritar
O Porto é o maior e o resto é conversa
E todos juntos, todos mão na mão
Todos gritando viva o Campeão
E todos juntos sempre
É sempre uma festa
E essa festa é festa de tanta gente
Que ser do Porto é nunca estarmos sós
É gritarmos sozinhos e de repente
Ter um milhão de vozes na nossa voz que é voz do
Porto Oh Campeão
Invencível dragão
Porto o maior de Portugal
Porto nobre cidade
Terra da liberdade
Donde houve nome Portugal
Porto nobre cidade
Terra da liberdade
Donde houve nome Portugal
Porto Oh Campeão
Invencível dragão
Porto o maior de Portugal
Todos de pé, bandeiras no ar
Todos de azul de pé a gritar
O Porto é o maior e sempre há-de ser
Depois foi desaparecendo e voltou-se ao velho hino cantado pela Maria Amélia Canossa.
Hoje, 3 anos após Gelsenkirschen e 20 anos (menos um dia) após Viena, finalmente passei isto do velhinho single para mp3, e só apetece dizer O Porto é o maior e o resto é conversa
* Puxando um pouco mais pela cabeça, procurando pelos arquivos e juntando datas e informação dispersa, uma das promessas de PdC nas eleições de 1982, era a criação de uma revista, paralelamente houve a questão do cognome introduzido nessa altura por PdC: Dragões para substituir os Andrades - esse cognome foi aproveitado para o nome da revista. A revista (o n.º 1 foi lançado a 25 de Abril de 1985) marcava por assim dizer um rejuvenecimento do clube, e nessa onda de rejuvenecimento foi decidido fazer este novo hino, lançado igualmente nessa altura (reparo agora que no vinil está lá gravada a data de 9.4.85)