Pelos ecos dos últimos dias, esta história das duas listas para o Conselho Superior ainda vai dar muito que falar.
Sinceramente nunca percebi muito bem para que serve o Conselho Superior, mas como um orgão não executivo, faz-me alguma confusão toda esta movimentação, de tentativa de uniformização, de pensamento único.
Esta semana no JN, escrevia Manuel Luís Mendes (um dos jornalistas que melhor conhece os meandros do FC Porto e ele próprio Portista):
"O Conselho Superior poderá ter uma lista única às eleições do F. C. Porto, após uma reunião tripartida, entre Sardoeira Pinto, presidente da Assembleia Geral (AG) do clube, e os líderes das duas listas concorrentes, Fernando Cerqueira (lista A) e Faria e Almeida (lista B).
O encontro ocorreu na sequência do que dispõem os estatutos do clube. No caso de haver duas listas, o líder da AG deve promover diligências com o objectivo de ser apresentada uma lista única."
Custa-me crer que isto seja mesmo assim, que os estatutos proponham o pensamento único. Mas se o é, tenho pena que mais uma vez a divergência de ideias não seja bem vista (e bem vinda). Mais que fazer uma lista única era interessante que cada lista divulgasse as suas ideias para o FCP e que os sócios votassem ideias em vez de votarem numa lista que por acaso tem lá uns nomes.
Numa das últimas assembleia geral foi criada uma comissão para a revisão dos estatutos do clube e se calhar estava na hora desta revisão de estatutos incluir eleições nominais para estes orgãos não executivos. Já agora, era importante que esta revisão de estatutos fosse "pública" e que tivesse a participação activa dos sócios (com um período de efectiva discussão pública), e que não seja decidida nos gabinetes e apresentada numa AG para aprovação.
PS: Vale a pena ler este texto de um outro jornalista Portista (Bruno Prata no Público).