Mais dia menos dia, o Romário - pelas suas contas - vai marcar o golo 1000 da sua carreira, 2 deles foram ao FC Porto.
Dia 25-11-1992, nas Antas - FC Porto 2 - Romário 2 (e 10 gajos do PSV a defender). É daqueles jogos que ficam na memória, o FCP a pressionar, a jogar, a criar oportunidades, a desperdiçar oportunidades e o Romário sozinho lá na frente, recebe duas bolas e marca dois golos.
Na altura estava no auge, hoje já passou dos 40, mas mantém o mesmo estilo relaxado de sempre, e esse estilo relaxado sempre foi coisa que abominei em jogadores de futebol, acho que o colectivo se deve sobrepôr às individualidades, daí jogadores como Jorge Costa, Paulinho Santos e João Pinto fazerem decididamente parte das minhas referências, muito mais que Quaresma, Futre ou outros malabaristas (por muito que aprecie muitas das suas jogadas). Mas há verdadeiras excepções, e uma delas é decididamente o Romário. Não gostei do seu profissionalismo, mas gostei do seu futebol, era daqueles que podia andar 90 minutos a pastar em campo, os colegas que corressem por eles e pelo Romário, mas num segundo pegava na bola e decidia o jogo. Era daqueles que tratava a bola por tu.
E aquele jogo de 92 foi precisamente isso, teve duas vezes a bola na área e marcou dois golos. A sua parte estava feita, e como não tínhamos ninguém igual, restou-nos falhar oportunidades atrás de oportunidades e empatar o jogo, com os restantes 10 jogadores do PSV a defenderem por 11.