O repto foi lançado pelo Jorge Ricardo Pinto no seu Comboio Azul.
O sonho foi recorrente durante muitos anos, o adversário pouco importava, a camisola era invariavelmente a 9 e o jogo era sempre de "vida ou morte".
O jogo caminhava para o fim, o FC Porto obviamente atacava para a baliza Sul e não havia forma de o 0-0 mudar, era preciso marcar.
Eis que a bola chega às imediações da área, paro-a no peito e aí vai um pontapé de bicicleta, com a bola a parar lá no "fundinho do barbante". O estádio pura e simplesmente vem abaixo, no meio daquela gente toda descubro o meu Pai, o nosso olhar cruza-se e como sempre bastou um olhar para saber o que ele sentia.
E no fim do jogo lá recebi o conjunto de pneus para o marcador do golo da vitória.
Uns anos mais tarde, vi um golo do Gomes, praticamente igual a este sonho, num FCP - Covilhã que nos daria o título de 1985/86, mas a cópia mais fiel que vi até agora foi assinada pelo Rivaldo no Barcelona: