Lei do fora de jogo

Estava a ouvir em fundo o 'Trio de Ataque', e ouvi o Rui Moreira, dizer qualquer coisa do género: "Como o Carlos aqui disse a semana passada, o jogador estar atrás da linha da bola não é razão suficiente para estar em posição legal".

Mais dois que deveriam passar uma horitas a ver, e rever, a explicação tim-tim-por-tim-tim que a FIFA tem no seu site.

Basta que sejam profissionais e honrem a camisola

Nos tempos que correm, além do profissionalismo, só peço que honrem a camisola. É verdade, que sinto saudades dos tempos em que além disso se via o amor à camisola, e havia uma ligação do clube aos jogadores e dos jogadores ao clube.

Por muito que hoje tenhamos bons jogadores, a ligação afectiva adepto-jogador para mim é completamente distinta daquela que tinha há uns anos. A minha tolerância a falhas, as minhas críticas e a minha admiração são/foram completamente distintas para um Gomes ou para um Lisandro, para um Oliveira ou para um Anderson, para um Semedo ou para um Lucho, para um Quinito ou para um Ibson, para um Quaresma ou para um Futre, para um Vermelhinho ou para um Pitbull, para um PdC presidente do clube ou para um PdC administrador da SAD, ... Eu sei que todos eles no fim do mês levam/levaram o dinheirinho para casa, nunca jogaram de borla, mas cá no íntimo sinto que os de hoje são mais 'peseteiros' que os antigos, sendo que a culpa não é exclusivamente dos jogadores, a necessidade da SAD efectuar anualmente mais valias com a venda de jogadores também ajuda (e muito). 

Hoje, dois dedos chegam para enumerar os jogadores do plantel que simbolizam algo mais que ser jogador profissional do FC Porto - Vítor Baía e Pedro Emanuel. E como são raros, devem ser salvaguardados e independentemente de jogarem ou não, devem ter uma 'protecção' especial. Daí ter aplaudido a decisão da SAD em ter renovado o contrato com o Pedro Emanuel quando ele se lesionou.

Pois bem, no sábado vão voltar ao Dragão, dois dos últimos jogadores que encaixaram neste lote: Jorge Costa e Aloísio. Se o Aloísio teve a oportunidade de acabar a carreira nas Antas e de se despedir dos adeptos, ao Jorge Costa tal oportunidade foi-lhe roubada por alguém que se achava maior que o clube e não soube aproveitar a mais valia fora do relvado (e dos 90 minutos), que estes jogadores podem - e devem - proporcionar. E se o dito "treinador" não o soube aproveitar, a SAD também ficou muito mal na fotografia quando o Jorge Costa decidiu acabar a carreira - o mínimo que se pedia era que o "fizessem subir" ao relvado no jogo seguinte, para se despedir dos adeptos.

Por isto no sábado irei aplaudi-lo de pé, depois sento-me e voltarei a convencer-me que me basta que sejam profissionais e honrem a camisola.

Beira Mar 0 - FC Porto 5

4

+  Golos; A utilidade/utilização do Adriano;

-  Postiga; Beira-Mar;

Prémio de jogo

Meia dezena de barricas de ovos moles para o Raul "Olivia Palito" Meireles ver se engorda um bocadito.

2º nível de bancadas

Há coisas de que sinceramente ainda não me habituei no estádio do Dragão.

Acho que o estádio tem claramente duas vertentes, uma arquitectónica e uma desportiva. Na arquitectónica está soberbo, a localização, os acessos, ... era difícil pedir melhor. Já na desportiva, acho que deixa muito a desejar. Tudo começa pelas superiores incompletas, passa pela inclinação das bancadas, acho que lhe falta um desnível entre o nível do relvado e a primeira fila de cadeiras, e acaba nas bancadas do 2º nível que parece que não fazem parte do estádio.

Nunca vi nenhum jogo lá em cima, pelo que me dizem tem boa visibilidade, mas cá em baixo durante os jogos parece que são bancadas desertas, em termos de acústica não chega nenhum som - às vezes lá se ouve o tompete do sr. Lourenço, mas acaba por aí.

Hoje, na altura da coreografia (não sei se da responsabilidade da SAD ou das claques), dei comigo a reparar que até as coreografias oficiais ou oficializadas se esquecem que existem estas bancadas, e já não é a 1ª vez - tem sido recorrente. Não havia necessidade.

Hoje tive a certeza que aquela configuração, muito bonita arquitectonicamente, não funciona na perfeição em termos da participação do público no espectáculo. O que é uma pena. Neste aspecto o Allianz Arena parece-me ser o que mais se aproxima da perfeição.

FC Porto 1 - Chelsea 1

3

+  Pepe; P. Assunção; Quaresma; saída do Robben;

-  entrada do Robben; substituições do JF; quebra física;

Prémio de jogo

Um dicionário Inglês-Português para os senhores responsáveis pelo ecrãs gigantes, nestes jogos da Liga dos Campeões - perdão, da Champions. Este é repetido, mas enquanto continuarmos a baixar as calcinhas ...

24h25m

Não acredito num grande jogo.

67h34m

No cronómetro do Porto Canal faltam 67h 34m, e está na hora de recordar o momento de maior loucura que o Dragão já viveu:

Bife

Corre hoje pelos jornais a notícia do seu falecimento, notícia desmentida num jornal brasileiro - Diário de Cuiabá.

Não me lembro dele como jogador, mas faz parte das minhas recordações infantis.

Primeiro que tudo pelo nome de guerra - Bife, que como ele relata ao Diário de Cuiabá vem de:

“Estava com pressa para jogar futebol e tropecei no caminho. A marmita caiu e a tampa abriu e eu estava para morrer de fome e o que eu vi ali? Um bife enorme”, narra o atleta, fazendo gesto, sem se importar com o soro na veia. “Tinha uma padaria ao lado e planejei tudo. Entrei e pedi água. Sabia que o dono ia buscar água lá no fundo. Enquanto ele fez isso, catei o maior pão que tinha. Fui esconder atrás de uns tijolos e arrumei o sanduíche. Quando estava comendo, passou um colega e disse: você está comendo o bife da marmita. Eu disse: não, estou só descansando”. Na hora da escolha dos times, quem estava no par ou ímpar era o tal colega. Ele ganhou e pediu: eu quero o Bife. “Mas aí eu zanguei, não devia ter zangado, bastou isso para o time todo gritar Bife, Bife. E nunca mais tive outro nome”.

Mas acima de tudo porque com a sua contratação em janeiro de 1980, foi marcado um jogo de apresentação do jogador. Na altura face à escassez de contratações e para ajudar a pagar a mesma, era normal tal acontecer. O Sp. Espinho foi o convidado e o jogo marcado para o dia 2 de Fevereiro de 1980 (pelos arquivos a data foi esta e o resultado 2-1), e a vedeta ia ser ele - José Silva de Oliveira - Bife para os adeptos. Mas algo viria a mudar esta história.

António Oliveira, tinha ido no início da época para o Bétis, mas estava descontente e queria voltar. E voltou. Mas voltou precisamente no dia da apresentação do Bife. Passado 27 anos, já não retenho os pormenores, não sei se o Oliveira chegou a jogar ou não, só me lembro que um jogo particular e banal se tornou de repente no regresso do ídolo Oliveira. Na altura foi umas das maiores alegrias que tive e que foi ficando na memória, sempre associada ao Bife.

Actualização:

Afinal a notícia referida do Diário Cuiabá, já tinha uns dias, e confirma-se o falecimento do Bife. Era bom que se falasse mais nestes casos, para que às jovens vedetas dos Hummers, Porches amarelos e Lamborghinis não lhes venha a acontecer o mesmo fim.

FC Porto 4 - Naval 0

4

+  Lisandro; Os passes do Moraes e Postiga para as diagonais do Lisandro; A utilidade/utilização do Adriano

-  Assobios aos 13 minutos; Jesualdo Ferreira: "Houve necessidade de gerir limitações físicas"

Prémio de jogo

Um tango para preparar a batalha naval que se segue.

Não façam nada, não!

Pela 1ª vez o concelho do Porto foi ultrapassado no n.º de eleitores.

V. N. Gaia: 235.777

Porto: 231.378

Sendo que do ano passado (eleições presidenciais) para este ano o Porto perdeu 2.651 eleitores.

Desde que Rui Rio é presidente da câmara (2001), o concelho perdeu  14.427 eleitores (5,8%).

Guerreiros da Invicta

Contra a prepotência, aqui fica um dos melhores vídeos que os Guerreiros da Invicta disponibilizaram nos últimos tempos (Depor - FCP):

Quero continuar a ver estes vídeos, quero continuar a sentir-me parte do espectáculo, não quero ser um mero gajo que paga um bilhete.

O futebol somos nós, o futebol é nosso!

Sim ou Não? Voto em branco

Este ano, lá para Abril-Maio (+-), haverá eleições no FC Porto - isto se a actual direcção, não prolongar o mandato por mais um ano como estatutariamente pode fazer. Não sabemos se o irá fazer, como não sabemos se PdC encabeçará um nova lista. Sabemos é que já corre há alguns meses um abaixo-assinado para convencê-lo a recandidatar-se, e se o fizer ganha.

Nestes anos só conheci PdC como presidente do FCP, nos anos de Américo de Sá nem sabia que havia um presidente - o Porto era o Gomes, o Oliveira, o Freitas, o Simões, o Fonseca, o Duda, o Ademir, o Rodolfo, ... quando comecei a descobrir que havia um presidente, já este era PdC, e admirava-o. Ele estava sempre lá a defender o FCP, era sempre o primeiro a dar o peito às balas, eram famosas as suas entrevistas, e eu revia-me nelas e na sua luta pelo FCP, pelo Porto e pela regionalização. Os anos foram passando, o FCP a crescer, os títulos a aumentar e PdC era definitivamente o principal rosto. Pelo meio ia ouvindo muitas coisas sobre ele, sempre as ouvi como ataques ao FCP e nunca lhes dei crédito, mesmo quando uma semana, após um FCP-Famalicão em que um jornalista da RTP foi agredido, vi PdC a conversar muito amigavelmente com o agressor junto ao pavilhão das Antas. Li o "Golpe de Estádio" e achei aquilo muito naïf. Vi a retrete a ser penhorada e indignei-me. Vi uma piscina olímpica não construída e a culpa era obviamente da EDP. Assinei baixo-assinados para o estádio ter o nome de Pinto da Costa.

Até que veio a criação da SAD, que votei a favor, e comecei a interessar-me mais pelas questões extra-desportivas, aquelas que estão além da vitória/derrota, da bola que entra ou que bate no poste. E PdC começou a desiludir-me. Comecei a não gostar de ver promessas não cumpridas, comecei a não gostar de ver compras a pacote, comecei a não gostar de ver questões pessoais de PdC a interferirem no FCP, comecei a não gostar de ver empresários a gravitar, comecei a não gostar de ver ligações a políticos, mas continuei a votar em PdC. Até que veio José Mourinho e aí verifiquei pela primeira vez, que a importância do treinador era maior que a do presidente, e apesar das vitórias importantes de 2004 decidi não votar em PdC - com a decisão final a ser tomada pela inclusão de Fernando Gomes (ex-presidente da câmara) e de Paulo Teixeira na lista, e pelas pazes com a SIC / patrocínio do Andebol (sem a mínima explicação aos adeptos).

E se em 2004 estava desiludido com a gestão de PdC, fundamentalmente pela vertente económica, hoje estou muito mais. Nestes 3 anos, as causas/problemas pessoais de PdC tiveram um impacto negativo na imagem do clube, as questões financeiras só pioraram, continua a não haver pavilhão (era a grande promessa de PdC para este triénio que está a acabar), o FCP deixou de ser uma referência na prática desportiva não competitiva na cidade, isto sem esquecer a época 2004/2005 que foi do mais puro surrealismo que se possa imaginar.

Não tenho dúvidas que PdC não será minimamente beliscado em termos criminais no "Apito Dourado", mas sinceramente isso não me basta. Uma coisa são questões criminais, outra coisa são questões de dignidade e imagem do clube, e aquilo que é público das escutas, não deixa boa imagem. E nisto não acho que se possa passar um cheque em branco a PdC, por muito que o FCP lhe deva - PdC tem que se explicar aos sócios e não basta lançar insinuações que outros fazem o mesmo ou pior - para comícios desportivos já me bastou o "comício" contra o Record (na época da história  da viagem do Calheiros ao Brasil), Record com quem mais uma vez PdC fez as pazes sem uma palavra aos sócios.

Durante algum tempo acreditei que o melhor, quando PdC saisse, era ficar alguém da sua confiança, depois do exemplo que se passou em Barcelona após a saída do Nunez, e pela falta de confiança que tenho actualmente na SAD - na sua globalidade, não creio que essa seja uma boa solução.

Quer isto dizer que, caso haja eleições e caso PdC seja candidato, eu não votarei em PdC. Nem em nenhum delfim, caso PdC não seja candidato. Mas também não votarei num para-quedista qualquer. Como acredito que PdC se vai candidatar (ou prolongar por mais um ano), não creio que apareça ninguém credível a queimar-se enfrentado-o, por isso nas próximas eleições já há pelo menos um voto em branco.

Onde está o exemplo?

in fcporto.pt: A gala dos Dragões de Ouro 2006 está agendada para esta quinta-feira, dia 8 de Fevereiro, a partir das 20h00, no Casino da Póvoa de Varzim.

Se querem afirmar o Dragão como palco para todo o tipo de eventos, se querem convencer empresas a usá-lo, não era melhor darem o exemplo?

O meu foi muito mais bonito ;-)

O repto foi lançado pelo Jorge Ricardo Pinto no seu Comboio Azul.

O sonho foi recorrente durante muitos anos, o adversário pouco importava, a camisola era invariavelmente a 9 e o jogo era sempre de "vida ou morte".

O jogo caminhava para o fim, o FC Porto obviamente atacava para a baliza Sul e não havia forma de o 0-0 mudar, era preciso marcar. 

Eis que a bola chega às imediações da área, paro-a no peito e aí vai um pontapé de bicicleta, com a bola a parar lá no "fundinho do barbante". O estádio pura e simplesmente vem abaixo, no meio daquela gente toda descubro o meu Pai, o nosso olhar cruza-se e como sempre bastou um olhar para saber o que ele sentia. 

E no fim do jogo lá recebi o conjunto de pneus para o marcador do golo da vitória.

Uns anos mais tarde, vi um golo do Gomes, praticamente igual a este sonho, num FCP - Covilhã que nos daria o título de 1985/86, mas a cópia mais fiel que vi até agora foi assinada pelo Rivaldo no Barcelona:

Sim

Sim! Estou farto de ouvir falar em aborto.

FC Porto 0 - Est. Amadora 1

1

+  Lisandro

-  26.309; Vieirinha; Ric. Costa;

Prémio de jogo

No próximo Natal, 3 semanas de férias.

Rankings

Volta e meia lá aparece nos jornais uma notícia sobre um ranking qualquer de clubes, a gente olha e se estivermos lá por cima, faz bem ao ego. Mas às vezes convém não exagerar, ler as entrelinhas e relativizar os mesmos, para não cairmos no ridículo que sempre criticámos nas galinhas.

Vem isto a propósito da notícia que anda por aí (e que o site oficial fez eco), que diz:

O F.C. Porto ocupa a 12ª posição do «ranking» mundial dos melhores clubes de sempre, divulgado, na quarta-feira, pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol.

Mas depois lemos mais coisas:

A classificação mundial perpétua dos clubes é estabelecida desde 1991, data a partir da qual a IFFHS considera ser possível e racional estabelecer uma base de resultados das competições nacionais e internacionais

Afinal o sempre é igual a desde 1991, isto porque "A IFFHS não considera o período entre 1872 e 1990, que valoriza apenas subjectivamente, porque não é possível estabelecer bases com critérios equiparáveis entre países, clubes e competições."

A história é história, é bom ter história! Mas fazer rankings da história, nomeadamente comparando realidades distintas, como são os vários campeonatos nacionais, as diferenças entre as competições europeias e sul-americanas e por aí fora, é um bocadinho ridículo e nisso a IFFHS, tem sido mestre.

Nestas coisas de rankings, o único a que dou a algum relevo é o da UEFA (e mesmo assim aqueles 33% do coeficiente do país, deturpam-no), mas é o que mais se aproxima da realidade que conta - O Presente.

Dos jornais

Cláudio Pitbull: «Não quero voltar ao FC Porto»

A sério? E não fosse o Baidek também ter direito a algum, nunca cá tinhas entrado.

Tarik: «Tinha muita coisa a dizer mas não quero desestabilizar»

A escola Octaviana no seu melhor. O problema é que o salário ainda vai desestabilizar as contas por mais 2 anos e meio.

«Areias não descarta a possibilidade de ficar no Celta após o final da época.»

Isso é que era! e se pagassem algum então era um milagre.