O FC Porto não é, nem deve ser, nenhuma instituição de caridade, por isso os jogadores devem ficar enquanto são úteis desportivamente.
Essa deve ser a regra, depois existem as excepções.
E as excepções são justificáveis pelo facto de uma equipa de futebol ser algo mais que 11 jogadores, há questões paralelas que podem ser tão ou mais importantes no rendimento, e uma delas é haver vozes fortes no balneário. Com o previsível final de carreira do Baía, no final da época, era importante que a equipa não ficasse orfã de um líder, e no plantel actual só mesmo o Pedro Emanuel para o papel. Não é um homem da casa, mas soube enquadrar-se naquilo que é um jogador à Porto (o jogo com o Inter em Milão em Março de 2005 é emblemático nesse aspecto)
Por isso, mesmo sendo uma incógnita a sua recuperação da lesão, a renovação do contrato é uma medida mais que justa e mesmo que no terreno de jogo não volte ao seu nível, vai certamente justificá-lo no balneário.