Fónex! já foi há 19 anos

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O cliente B&W do dia

Agostinho Oliveira ”Se tivesse muito dinheiro apostava forte em Portugal”

Em que ficamos? II

Capa d' O Jogo:

Pedro Emanuel: "Podemos melhorar na Liga dos Campeões"

Notícia lá dentro:

Pedro Emanuel: "Temos de melhorar na Liga dos Campeões"

Sou bom

É de mim ou a entrevista, de hoje, do Co a O Jogo enquadrava-se muito bem na música 'Sou bom' dos Xutos?

Eu cá sou bom
Sou muito bom
Eu cá sou bom, Sou muito bom
Sou sempre a abrir !
Eu cá sou bom
Sou muito bom
Eu cá sou bom, Sou muito bom
Sou um partir!

E sou tão bom
E sou tão belo
E sou tão alto
E sou tão forte
E tão gentil
Eu cá sou bom
Sou muito bom
Sou do baril
Vocês são tam...
Não valem ná...
Eu cá sou bom
Sou bom bom bom

Eu cá sou bom
Sou muito bom
Eu cá sou bom, Sou muito bom
Paranormal
Eu cá sou bom
Sou muito bom
Eu cá sou bom, Sou muito bom
Sou o maioral

Quanto ao resto, não há muito mais a acrescentar sobre o passado, ao longo da época as coisas já foram sendo ditas. Quanto ao futuro há algumas coisas a dizer, mas ficam para os próximos dias.

Há 3 Anos

em Sevilha estava um calor filho da puta.

Vale a pena relembrar a crónica do Cristiano Pereira (Jornalista JN):

CRÓNICA DE UM DRAGÃO 

O meu dia 21 

6 da manhã, Alfama, Lisboa - Acordo, isto é, salto da cama (mal fechei os olhos com a ansiedade), tomo um duche, enrolo o cachecol e saio à rua.. Está sol. E sinto uma felicidade rara, um furacão de contentamento de quem ainda se está a aperceber que afinal, foda-se, afinal vou. Afinal vou à final. E vou mesmo. Há 12 horas atrás chorava de frustração e agora quase de emoção. Já estou a ir. Caralho. As ruas parecem bonitas, o planeta é belo. Desco a Santa Apolónia rumo à estação do Oriente onde fiquei de me encontrar com 4 amigos que estavam a chegar do Porto. As pessoas que se cruzam comigo(e com o azul que me abraça o tronco) lançam-me luminosos sorrisos, erguem o polegar e não raras vezes vociferam "Boa sorte" ou "hoje somos todos da mesma cor". Há carros que apitam.  

7 horas, Lisboa - Frente ao Vasco da Gama, vislumbro o carro dos meus amigos. Um deles tem o cabelo pintado de azul e metade do corpo fora da janela. É o Giró, figura incontornável do punk rock tripeiro (foi baterista dos Renegados de Boliqueime). Ele grita. O carro apita. São sete da manhã e estes gajos chegam bebados a Lisboa. Menos o condutor, claro. Siga para Andaluzia, a duzentos à hora, num Audi xpto turbo qualquer coisa e a ouvir o disco dos Dr. Frankenstein. Meio dia, Sevilha 

- Escusado será dizer que o rapaz do cabelo azul aterrou a meio do Alentejo. Já acordou. Estamos em Sevilha. Foda-se. Já vemo o estádio ali à frente. E só dá gajos vestidos de verde. Parecem lagartos. Estacionamos o carro. Está um calor filho da puta. E bota filho da puta nisso: estão 41 graus. No início achamos piada à temperatura. Estamos todos de tronco nu e decidimos ir até ao centro da cidade. Estamos desidratados. Um calor filho da puta.  

15 horas - As principais artérias do centro da cidade estão cortadas ao trânsito. As ruas estão apinhadas de gente vestida de verde. É impressionante a quantidade de escoceses que aqui estão. Diz-se que são mais de cem mil. Não sei. Mas são mais do que as mães. Penso: Glasgow deve estar deserta. O calor parece aumentar até se tornar insuportável. Bebe-se muito. Há escoceses que nos abraçam. Fazemos brindes. Pagam-me copos. Cantam. A polícia observa. E já há centenas de gajos literamente aterrados no passeio. Depois de não sei quantas cervejas aparece, caído do céu, um verdejante legume. É erva. E não é uma erva qualquer. É skunk. Enrolo o charro enquanto um grupo de escoceses tece rasgados elogios ao Cadete. Acendo o charro e penso que, para mim, o Cadete mais não é do que um jogador medíocre e um cromo do Big Brother. O charro começa a bater.. E de que maneira. Filho da puta de calor.  

16 horas - Estamos todos meio desorientados. É impossível andar mais de 50 metros debaixo deste sol sem parar para beber mais uma cerveja. Começo a sentir-me totalmente alterado pela mistura de aditivos e pela ansiedade trepidante. Sou assaltado por uma lucidez que me faz pensar: "Foda-se, não bebas mais. Não entres no estádio ainda mais bebado. Ainda aterras e não vês o jogo". Há que ir para o estádio. Ainda fica longe. Não há táxis. Os autocarros estão cheios. Vamos indo a pé. Filho da puta de calor. Milagre: um dos autocarros abre-nos a porta. Está cheio como um ovo de escoceses que berram e muito, eles cantam, e muito. Ficam todos contentes por partilharmos o mesmo Bus. Somos os únicos portugueses dentro do autocarro. Eles recebem-nos com cumprimentos e cantam. Estão sempre a cantar, estes gajos. Filho da puta de calor.  

17,30 horas - Chegamos ao estádio. É preciso ter cuidado com o bilhete. Anda aí gente capaz de matar só para roubar o apetecido rectângulo de papel. O meu está guardado dentro da sapatilha, envolvido em plástico. Entro no estádio. Nem sequer me revistam. Subo ao meu lugar,. Estou na bancada central, "Grada Alta, Puerta P, Sector 201 B, Fila 20, Asiento 25". Sento-me. Agora sim. Penso: foda-se, estou mesmo aqui. Fico durante minutos calado a saborear essa constatação. A realidade. Este lugar é excelente. Está mesmo a meio do relvado, uns metros acima do banco do Celtic. À minha volta portugueses misturam-se com escoceses. Até o verde do relvado parece adquirir uma luz especial. Um calor filho da puta.  

18,20 - Ao meu lado está um puto castiço. Falamos da ansiedade e do desespero. Há logo uma sintonia incrível, uma inegável compreensão mútua. Ele, tal como eu, tinha arranjado bilhete poucas horas antes. Um calor filho da puta. Digo-lhe que vou ao bar comprar garrafas de água. Desco a bancada. Azar nítido: está uma fila interminável para o bar. Fico parvo a olhar para aquilo. Penso num esquema. Chego junto de um enfermeiro da "Cruz Roja" e peço-lhe água com açúcar. Ele leva-me ao gabinete médico, uma sala com ar condicionado repleta de escoceses que dormem que nem porcos derrotados pela coma alcoolica. "Pois", digo eu ao médico simpático, "não dormi nada com a ansiedade e alimentei-me mal. Este calor também não ajuda. Fiquei fraco", dramatizo, exagero, enfim, um teatro do caralho ajudad pela pedrada da erva. Ao médico não lhe passa pela cabeça que eu apenas ali estou para evitar a fila do bar. Dá-me um sumo energético. Fico lá durante uns 10 minutos a curtir o ar condicionado. O gajo aponta o meu nome num papel. Saio e trago outro sumo para o puto que me espera na bancada. Passo pela fila do bar e vejo que ainda está maior. E que não anda nem desanda. Feito esperto, rio-me para dentro com um inevitável e muy tripeiro pensamento: "vocês são mesmo morcões, caralho". Já não há ar condicionado. E, claro, está um calor filho da puta.  

19 horas - A curva à minha direita está cheia. De azul. De vida. De beleza. Os portugueses entraram mais cedo no estádio. Canta-se muito. Eu também canto. Está um calor filho da puta. Entretanto, a primeira má cena do dia: os jogadores, lá em baixo, no relvado, a aquecer e, foda-se não estou a ver nenhum caralho de cabelos claros, o pânico e a dúvida apoderam-se de mim e berro: "CARALHO! ONDE ESTÁ O JANKAUSKAS?". Não está. O que está é o calor. E um calor filho da puta.  

19,15 horas - Lentamente, a bebedeira vai desaparecendo e os efeitos da erva vão, claro, esmorecendo. Só o calor é que parece aumentar. E o nervosismo, claro. O estádio já está cheio. Olho para as bancadas e fico assustado com a quantidade de verde que vejo. Os gajos começam a fazer muito barulho. Foda-se. Só cantam. Umas atrás das outras. Um repertório maior do que o Frank Zappa. Esta merda vai começar e tenho que me acalmar.  

19,45 - Começa o jogo. Confusão do caralho. Ninguém domina ninguém. Está tudo nervoso. Com medo. Olha, o Costinha foi ao chão. Caralho. Filho da puta. Não era ele que dizia que tinha recuperado da lesão? Foda-se, já ficamos sem o Costinha. Caralho. Não estou a gostar disto. (não olhei mais para as horas, só para o horário do jogo)  

20,30 (mais ou menos) - O Porto sobe, Deco levanta a puta da bola, Alenitchev está lá, eu levanto-me, vejo o gajo a rematar de primeira, uma bomba autêntica, o cabrão do Celtic não completa a defesa, e caralho, foda-se!!! Está ali o Derlei, foda-se, caralho AS REDES ABANAM E É GOLO CARALHO! Bem, aqui eu não sei bem, acho que mando um salto, desco uns sete ou oito pisos da bancada e atropelo tudo à minha frente, desde escoceses a portugueses, passando por garrafas de água e sei lá que mais. Estou fora de mim. Acho que nem grito "golo" porque a euforia me corta a capacidade de articular sílabas. Só berro qualquer coisa. Já estou como o outro: não há orgasmo que se compare a isto. intervalo. Tento acalmar-me. Vou buscar mais água. Não há fila. É estranho. Porquê? Que cena do caralho: acabaram as bebidas. Foda-se. Nos dois únicos bares de uma bancada cheia debaixo de 38 graus e não há agua, sumo ou a puta que os pariu? A espanhola giraça que está no bar depara-se com centenas de gajos desesperados e desidratados. Começa a distribuir cubos de gelo a toda a gente e a pedir calma. Num acto de desespero apanho umas garrafas vazias do chão e vou à casa de banho, torneira aberta, encho as garrafas e ainda molho o meu corpo todo. Começo a aperceber-me que a minha garganta está esquisita, isto é, a minha voz, caput, foi com o caralho. Segunda parte. Os gajos marcam o golo. Foda-se. Um barulho descomunal. Nunca (ou)vi nada assim. É impressionante. Chega a ser assustador. Fico na merda. Novo golo do Porto. Foda-se. Agora já nao atropelei ninguem, abracei-me ao puto, caralho, vamos lá ganhar esta merda. "Vamos ganhar 3-1, vocês vão ver", diz-me um tripeiro mais velho. E volta a dizer o mesmo. Outra vez. E mais uma vez. E pimba!, os gajos empatam novamente, eh pá, puta que pariu, como é que deixam aquele cabrão ali sózinho na area, caralho? Olho para o tripeiro profeta com aquela cara de quem diz "devias ter estado calado meu ganda boi de merda". Os escoceses fazem outra vez um barulho ensurdecedor. O estádio até parece tremer. Os que estão atrás de mim berram-me ao ouvido. Há um deles que chega a pôr a mão na minha cabeça e despenteia-me todo. Eu estou fodido, claro, mas tenho fair play, nem olho para trás, o gajo está na boa, desde que não me meta a mão no cu. E não só. Começo a ficar fodido. Fico calado minutos a fio. Já nao sei se sinto nervosismo, ansiedade ou depressão. Estou sentado, calado que nem um rato, as mãos na cabeça, o coração a 320 batidas por minuto. Estou a sentir-me mal. Vejo o Celtic a dominar o jogo. Os gajos sempre a cantar. É tudo deles, foda-se. É uma tortura: começo a pensar que não devia ter ido, que sofrimento já chegava, que aquilo é tudo uma merda, que o futebol não vale um caralho, que são só meia dúzia de gajos básicos atrás da bola, que o que eu gosto é de música e poesia e que caralho, eu juro, foda-se, juro mesmo que nunca mais vou ao futebol na puta da minha vida. O puto ao meu lado deve estar como eu. Não diz nada. Às tantas abre a boca e diz-me: "Eu já não sei". Foda-se. Começo a experimentar a amargura do sofrimento mais forte que alguma vez senti. Tenho a vida reduzida a merda. Às tantas visualizo na minha mente pessoas e alguns nicks do pessoal aqui do forum (O Flash, O Plasmatron, o Manel Poças e a Anfield Road, tudo gente que nunca vi) e tento imaginar onde estarão eles àquela hora, e a pensar que deviam era estar aqui, mas, caralho, como não estão, tento entrar numa espécie de comunicação telepática com eles, de forma a, sei lá, encontrarmos um ponto de convergência mental, juntar as forças, lança-las para dentro do relvado, como se a nossa vontade pudesse cair ali dentro como uma espécie de relâmpago e fazer com que o Porto não perca bola e faça passes certos, foda-se.... eu quero que a bola esteja no meio campo deles, não passem a bola ao Baía, caralho, é para a frente que se joga, e às tantas há alguém (não me lembro quem) que volta a passar a bola ao Baía e eu aí é que me passo mesmo dos cornos. Levanto-me. Grito: "Ó FILHO DE UMA PUTA DO CARALHO É PARA A FRENTE CARALHO PARA A FRENTE CARALHO!!!!!!! (ou coisa do género, não me lembro bem). À minha volta, num raio de 20 metros está tudo sentado, o pessoal olha, quem é que aquele portuga lingrinhas e de tronco nu, cromo do caralho, a gritar qualquer coisa? Os escoceses atrás de mim comentam algo entre eles num calão indecifrável. E riem-se muito. Riem-se de mim. Estão-se a rir de mim, filhos da puta? O jogo acaba, há prolongamento e eu come> ço a ficar preocupado com a minha saúde. Tento respirar fundo durante alguns minutos e começo a sentir-me relativamente melhor. Até porque o Porto já parece saber jogar à bola. Vejo o tempo a passar e só desejo mais um golo, caralho, não peço mais, basta um, foda-se, onde está o Postiga quando preciso dele?, caralho, e entro outra vez no transe de sofrimento, estilo começar a pensar para mim "foda-se, eu até dou os meus discos todos e o meu ordenado só para ganharmos esta merda" e outras merdas do género completamente inconcebíveis num momento mais racional. Segunda parte do prolongamento. Sinto-me perto da morte. Tento acender um cigarro. A mão direita treme de tal forma que nem sequer consigo encostar a chama à ponta do tubo de nicotina.O telemóvel treme no bolso. É uma mensagem escrita do Junqueira a dizer "tem calma pá.... a gente já resolve isto" e, de repente, volto a pensar na história da telepatia, e pergunto-me "mas como é que o gajo sabe que eu estou assim?" e depois penso que s calhar até é natural ele imaginar mas não deixo de pensar na telepatia e sinto-me mais confortável com aquelas letras "tem calma pá" como se eu fosse um puto assustado com algo e tivesse chegado o pai para proteger. Há o 3º golo do Porto. Não sei o que escrever. É um momento muito prateado, uma espécie de luz branca à minha volta. Devo ter gritado e saltado, sei lá, eu já nem estava no lugar, fui para os degraus mais abaixo e estava a ver aquela merda em pé, pá, nem sei bem. Sim, era tudo branco, uma espécie de névoa, estava tudo meio desfocado, e convenci-me que era Deus que ali estava a ajudar-me e fiquei fodido por nunca ter ido á missa e essas merdas e o caralho, e por já ter tido a mania que era anti-cristo na minha adolescência, e que afinal, caralho, Deus existe, e estava ali ao meu lado e eu sem saber como agradecer-lhe e pedir-lhe desculpa por todos estes anos de falta de fé. O jogo acaba. Acho que abraço toda a gente e toda a gente me abraça e que tenho os braços no ar e que tento gritar qualquer coisa mas que não consigo porque já não tenho voz e então limito-me a saltar que nem um cavalo. Os escoceses atrás de mim dão-me os parabéns e apertam-me a mão e eu, pimba, toma lá um abraço também, e a puta da vida é isto e nada mais existe na vida para além disto e deste resultado.  

Os "delinquentes" que se safam

Um dias destes numa reportagem da SIC sobre o mundial, o Nuno Gomes (o que andou a comer hambúrguers e não pagou :-D ) dizia que levava para estágio DVD's onde se incluiam o "Missão Impossível 3" e o "Instinto Fatal 2" e o Petit mostrava uma mala do carro com DVD's de origem duvidosa.

O dito seleccionador apela à versão foleira do grafitti: "Pintem as ruas com nomes dos atletas"

 

Em relação aos primeiros a Federação de Editores de Videogramas já reagiu, mas foi pior a emenda que o soneto.

A indignação inicial fica-lhes bem, mas acabarem a apelar que "num sinal de cidadania utilizassem apenas produtos originais", e oferecer "aos jogadores da nossa selecção DVD's e Videojogos originais editados pelos nossos associados" é o mesmo que nada. O mínimo que se esperava é que avançassem com medidas concretas para a penalização destas situações, só assim se dava um verdadeiro exemplo e dava sentido às campanhas da própria FEVIP.

Quanto ao segundo, gostava de apelar que lhe fizessem nas paredes da casa, um grafitti, alusivo ao mundial e que incluisse o nome de todos os jogadores. Para ver se ele gostava.

Em que ficamos?

Capa d' O Jogo:

Pinto da Costa "Só dois ou três são negociáveis"

Dentro do jornal:

Pinto da Costa "Só há dois ou três inegociáveis"

Deco

Quem merece, merece e está tudo dito.

Pavilhão

Hoje o JN põe no papel um rumor que se ia ouvindo por aí há algum tempo.

Não sou a favor, nem sou contra, bem pelo contrário.

Uma solução destas teria vantagens e desvantagens (mas sempre é melhor que a situação actual), mas uma coisa é certa os pavilhões no Dragão continuam a ser essenciais (não esquecer que deixámos de usar o Rosa Mota por causa da Feira do Livro, por isso um pavilhão que não seja gerido exclusivamente pelo FCP terá sempre problemas de agenda).

As dobradinhas e a garantia de emprego

Nas 4 dobradinhas anteriores, só numa: 2002/03 - José Mourinho, teve direito a contrato para o ano seguinte.

Nas restantes: 1955/56 - Yustrich, 1987/88 - Ivic e 1997/98 - Oliveira foram dar uma volta ao bilhar grande.

É por estas e por outras

que a selecção do brasileiro me tem dito muito pouco.

Para mim a Selecção é onde estão os melhores (e o Quaresma foi o melhor extremo Português esta época) e esta selecção não tem os melhores.

Tá visto que a Rádio Popular não tem um lobby na federação.

Vai no Batalha

Parece que é desta que se vai novamente ao Batalha, sobre o qual esta entrada do Cidade Surpreendente é de visita obrigatória.

Lindo! Lindo! era alguém comprar as ruínas do prédio ao lado, dar-lhe um nome decente (tipo Dragão D'Ouro) e um dia destes ainda tínhamos a Baixa de volta.

Equipa B

Chegou ao fim, também se não fosse este ano era daqui a 1 ano (por decisão da FPF), mas não é nada que espante. Era notório, fosse qual fosse o motivo, que os resultados práticos da equipa B para a equipa A e para as finanças da SAD, deixavam algo a desejar.

A questão que se põe agora é:

- No meio disto, como fica a formação do FC Porto?

Isto implica um desenventimento na formação? Vai-se tentar criar uma equipa satélite? (Estas podem subir à II Liga) Vai-se voltar a emprestar 4-5 jogadores a um mesmo clube? Só se vai emprestar jogadores a equipas que joguem em 334? Como é que no hiato dos 18-21 os jogadores vão manter a cultura e a uniformização dos conceitos de jogo do clube? ...

Enfim muitas questões a terem resposta (ou não) nos próximos tempos.

A época de 1 a 20 (ou 99) - T e P

Jacobus Adriaanse (y sus muchachos) - 12

Falhou rotundamente (por culpas próprias na LC), ganhou o campeonato e está na final da Taça.

Prometeu ganhar o campeonato, disciplinar a equipa, jogar bonito e ganhar por mais de 3 em casa. Ganhou o campeonato e disciplinou a equipa.

Fez crescer Quaresma e Pepe.

Deu uma oportunidade a um trinco (muito pedido pelos sócios) e não se saiu mal.

Diego, Postiga e J. Costa serviram para impor a sua lei, com alguns tiques ditatoriais que eram evitáveis (como a escolha do capitão e dos números das camisolas)

Felizmente houve contenção verbal (nunca gostei tanto de um blackout como o deste ano), que antes dela era cada tiro cada melro (claro que a culpa era dos jornalistas)

No banco é o pior treinador que já vi no FC Porto. Os 5 minutos, no jogo com os lagartos para a taça, a seguir ao golo deles e o jogo com o Braga em casa,  são simplesmente hilariantes.

Continuo a não acreditar na viabilidade 334 / 343 (principalmente na LC). E como até tenho o Tomé no meu nome ...

Pinto da Costa (y sus muchachos) - 13

Com a entrada de Antero Henrique voltou alguma calma. Mas continua por explicar, para quê um Presidente, um administrador para o futebol e um director-geral.

O corte com algumas atitudes de membros das claques só veio tarde, mas escusava de pagar o justo pelo pecador.

Felizmente as contratações de Diegos, Postigas e Fabianos acabaram, e até se nota a tentativa de se livrarem do fardo destes ordenados - não é por acaso que Fabiano já foi, Postiga foi (mas pode voltar para ir), Diego quer ir (e querem que ele vá). Não se terem metido no negócio Kromkamp a qualquer custo foi um bom sinal. A excepção que confirma a regra é o Anderson.

No Natal fez-se só uma contratação cirúrgica e ganhou-se com isso. O ano anterior tinham sido Pitbulls, Leo Lima, Leandros e Ibson e perdeu-se com isso.

Voltou-se, prioritariamente, ao mercado nacional. Pelos vistos, ainda há por aí bons jogadores para o FCP. Mas eram escusados Sandros, Sokotas e novelas Moreto.

A estabilidade dada ao treinador foi boa (mas era escusada a renovação do contrato), assim como bom foi o blackout. Pena agora no final da época não terem aproveitado o PSV.

A época de 1 a 20 (ou 99) - A

McCarthy - 8

É o nosso melhor avançado, um verdadeiro jogador de topo (quando a cabeça manda), mas tem o coração à beira da boca e sem ligação ao cérebro. Como disse o Co no início da época: "O Benni só tem que marcar golos". Não marcou.

Lisandro Lopez - 12

Até ao Natal fantástico, depois do Natal muito mediano.

Jorginho - 12

É um misto de Artur e Rui Barros, mas perde para ambos em categoria. Merecia ter sido defendido e não atirado para a fogueira como foi, perdeu ele e perdeu a equipa.

Sokota - 9

Ainda tem joelhos?

Ivanildo - 11

Tinha esperança que explodisse esta época, não o fez e mostrou que a extremo dificilmente o fará no FC Porto. O mais certo é ir rodar e ou explode e volta ou cai no esquecimento.

Adriano  - 14

Consolidou a frente de ataque, mas teve mais dificuldades quando tinha de cair para as laterais, mostrando que é na área que se sente melhor e é mais rentabilizado. Provou também que é possível comprar barato e bom.

Bruno Moraes - na

Futuro que era brilhante?

Hugo Almeida - 11

Foi importante numa determinada fase, essencialmente pelas bolas que ganhava, mas na finalização deixou sempre muito a desejar. Foi perdendo gás.

Hélder Barbosa - 10

No Bessa e no particular com o Dínamo deixou um cheirinho, a ver vamos.

Postiga - 8

Enquanto foi opção, não foi nem melhor nem pior que os outros. É um bom jogador, mas não é um jogador para custar o que custou. Vai ser um fardo.

A época de 1 a 20 (ou 99) - M

Ibson - 12

O "injustiçado" do plantel, sempre que jogou cumpriu e bem, mas isso só lhe dava o direito a voltar ao banco. Podia ter sido utilizado para dar uns minutos de descanso ao Lucho, ganhava ele, ganhava o Lucho e ganhava o FC Porto.

Raul Meireles - 14

Começou a época na posição 6, mas aí tem notórias dificuldades, nomeadamente a fechar na defesa. Apareceu depois sem tantas preocupações defensivas e aí sim mostrou que pode ser útil. É do melhor que temos a rematar de longe e a marcar cantos e livres.

Paulo Assunção - 17

A revelação da época.

Quaresma - 17

Aprendeu finalmente que o futebol é um jogo colectivo, e com isso ganha ele e ganha a equipa. Pareceu mais à vontade quando tinha o apoio do lateral (no caso o César Peixoto), mera coincidência ou nem por isso? A mim pareceu-me o jogador que perdeu mais gás na passagem do 433 para o 334/343. Mas é o candidato n.º1 a sair.

Alan - 11

Um abre-latas, útil quando entrou a substituir alguém, assim de repente lembro-me de Alvalade e do jogo com o Rio Ave em casa. A titular deixou muito a desejar.

Lucho González - 16

O jogador com mais categoria do plantel, mas que pareceu sempre estar somente a 80%. Um bom mundial e lá vai ele.

Diego - 9

A prova provada que um bom jogador (internacional até) no Brasil, não é necessariamente uma boa contratação. Não se soube adaptar ou não quis? O 'ganho bem pra caramba' também ajudou na hora de o encostar.

Anderson - 11

Só deu para deixar água na boca. Parece que ..., mas a ver vamos.

A boa gestão e a venda de património

Um dia destes o Jorge Maia em O Jogo sintetizava algumas coisas que têm sido ditas, nos últimos tempos, sobre a gestão do FC Porto:

Se o FC Porto tem hoje um orçamento maior do que os outros, se o consegue apesar de, como fazem questão de repetir, ter menos adeptos, se não tem que vender património para o conseguir, então, claramente, é porque foi mais bem gerido. Por outras palavras, por muito que algumas pessoas se contorçam, por muitas vértebras que desloquem, por muitas luxações que sofram, a explicação para o título do FC Porto acaba por ser quase sempre a mesma: competência.

Toca em três aspectos que gostava de pegar e olhá-los de outra forma:

- Ser o mais bem gerido, não quer dizer que é bem gerido. A mim não me satisfaz que o FCP seja o mais bem gerido, satisfaz-me que seja bem gerido. Se este ano a gestão melhorou algo, isso não apaga em nada a péssima gestão do ano anterior, nem faz dela uma boa gestão financeira só porque ganhou desportivamente.

- Competência. Já sei que o dinheiro, não implica títulos. Mas o dinheiro associado a uma boa gestão tem mais probablidades de obter títulos, que uma boa gestão mas que tem acesso a menos dinheiro. Por isso será normal que um orçamento como o do FCP (a nível interno), se for bem gerido, tenha mais títulos. Isso é prova de competência? claro que é, mas o que se deseja é que haja a mesma competência gastando menos uns "trocos", que se consigam na mesma títulos com um orçamento mais baixo, essa sim é a competência que sempre admirei em PdC: ganhar gastando menos que os outros.

- Se não tem que vender património para o conseguir. Esta frase que já li muitos portistas "atirarem" aos lagartos, só prova que as pessoas desconhecem a "realidade" do clube.

O Porto não vai vender património por um simples motivo: já o vendeu. E vendeu património não desportivo e património desportivo.

Se o FCP hoje em dia não tem as contas piores do que aquilo que estão, é porque vendeu património. Fez foi um percurso distinto dos lagartos, mas a raiz dos negócios é a mesma: vender património para financiar as contas, o FCP vendeu no início do projecto (por exemplo: vendeu terrenos onde foi construído depois um centro comercial), os lagartos estão a vender a meio do projecto (fizeram eles o centro comercial e agora querem vendê-lo). Qual é o melhor caminho? Sem dúvida que aquele que o FCP traçou, mas isso não invalida que a venda de património foi uma realidade.

Para hoje termos o Dragão e a equipa que temos, abdicámos de muito património: trocámo-los por 1 estádio, 3 campos de treino, 2 pavilhões, 1 piscina e outros terrenos. O património hoje do FCP resume-se praticamente ao Dragão, nem o centro de estágio é nosso (é um aluguer por 50 anos), e apesar dessa venda toda de património só o aumento de quotas permitirá (a ver vamos quantos anos ou aumentos vão ser necessários) a construção de um pavilhão (PdC dixit na última assembleia geral).

Por isso, usar este argumento (Se não tem que vender património para o conseguir) para justificar o que quer que seja, é atirar areia para os olhos das pessoas.

Dragões de Ouro

Reparei agora, que hoje vão ser entregues os Dragões de Ouro 2004/2005.

Urge mudar isto, hoje dever-se-iam entregar os Dragões de Ouro de 2005/2006, não os de 2004/2005. Ainda somos piores que a Liga / FPF para entregarem a taça de campeão.

A época de 1 a 20 (ou 99) - D

Sonkaya - 5

Não cumpre os requisitos mínimos

Ricardo Costa - 11

A minha desilusão na defesa. Tem alma, mas faltou-lhe a categoria na posição de central. Cumpriu mais e melhor quando jogou nas laterais (à semelhança de épocas anteriores).

Pedro Emanuel - 14

Uma época regular (gostei mais dele o ano passado), nunca comprometeu, mas também não deslumbrou

Bruno Alves - 10

Teve o azar de estar associado às piores opções tácticas do Co, mas também não ajudou a disfarçá-las. Ou me engano muito ou vai rodar, até não mais voltar

Pepe - 18

A nível físico esteve aquilo que já se conhecia, a nível mental cresceu enormidades, as paragens celebrais foram reduzidas ao mínimo e já sabe que mais vale chutar para a bancada que andar a fazer bonitos. Vai resistir às mais-valias?

Marek Cech - 12

Quando foi chamado, respondeu bem. Merecia ter sido chamado mais vezes, nomeadamente na luta com o César Peixoto, em jogos com necessidades de mais cuidados defensivos.

Bosingwa - 14

Continuo a pensar que ele rende mais a trinco, mas insistem em pô-lo na lateral, onde é o melhor que temos, mas longe de ser um verdadeiro lateral. Não foi um bem amado das bancadas, mas só lhe fica mal responder à letra.

César Peixoto - 13

Outro que deu um jeito, mas com muitas lacunas defensivas. Em termos ofensivos foi o melhor que tivemos e contribuiu e muito para a melhor fase do Quaresma, mostrando que um extremo rende mais quando tem um bom apoio do lateral.

Jorge Costa - n.a.  

Saída inglória e sem a glória que merecia. Valem as memórias.

A época de 1 a 20 (ou 99) - GR

Guarda-Redes:

V. Baía - 13

Tem o golo na luz (vulgo cesto de pão) a assombrar-lhe a época, e o facto de ter sofrido muitos golos de fora da área. Não era habitual nele, mas não merecia ter perdido a braçadeira, nem a forma como saiu da equipa. Tem mais uma época para preparar a sua entrada na equipa técnica.

Helton - 16

Fez menos de meia época, mas o que fez, fez bem.

P. Ribeiro - 10

Não teve direito a ser campeão, fez um jogo da taça (onde não esteve propriamente bem, no pouco que teve que fazer), jogou pela B. Mas também era isso que se lhe pedia no início da época.

VII Anuário das Finanças do Futebol Profissional

Agora que vão começar 3 meses e tal sem bola, há muito tempo para os dirigentes portugueses lerem o trabalho da Deloitte e ao mesmo tempo arranjarem receitas para esta longa paragem e para que pró ano (com menos 4 jogos) não haja Ovarenses, Marcos, Estoris, nem bilhetes à borla nas alturas de aperto, nem contratações loucas, nem salários exagerados, ...

A notícia sobre o estudo no Mais Futebol

ATT

Escusado será dizer que concordo com aquilo que o António Tavares Teles hoje escreve em O Jogo:

É verdade: os clubes e SAD continuam a gastar muito para além das receitas que têm. E a hipotecar-se. Se bem que alguns já nem tenham nada para hipotecar. Nem receitas para antecipar. Continuando porém a fugir, ou a tentar fugir para a frente.

(...)

O FC Porto (por exemplo) teve encaixes fabulosos nos últimos anos, graças por um lado ao tento de Mourinho a comprar jogadores (só o necessário, barato e com provas dadas internamente); e por outro ao seu génio como treinador. Mas que fizeram os dirigentes? Liquidaram (podiam ter liquidado grande parte dele) passivo? Não, esbanjaram dinheiro às carradas em jogadores que não lhes trouxeram, na sua grande maioria, o menor benefício desportivo, exaurindo-lhes como agora pode constatar-se, os cofres. E assim...

Só que a verdade é que os clubes (e SAD) portugueses ainda não se convenceram que têm de viver do que produzem (na formação), com um retoque aqui e ali é certo, mas comprando sempre (e aqui entra o papel de uma boa prospecção) na dupla perspectiva de gerar durante algum tempo mais-valias desportivas, sim senhor mas, um pouco mais tarde, gerar igualmente mais-valias financeiras. Porque apenas clubes como o Barcelona, o Real Madrid, o Manchester United, o Liverpool, o Arsenal, o Chelsea (sobretudo o Chelsea), o AC Milan, o Inter e poucos mais podem ter a pretensão de comprar feito, e praticamente por qualquer preço. Os outros (tais como o FC Porto, o Benfica e o Sporting, para só falar em clubes/SAD portugueses, têm de “fazer” eles próprios os produtos que consomem para, se tiveram o tal tento à partida e sorte em seguida, poderem exporta-los.

Infelizmente porém não é assim que as coisas por cá se passam: ninguém (enquanto tiver um assomo de vida, por mais pequeno que seja) quer dar o braço a torcer, ninguém quer ser o primeiro a entrar por esse caminho

Pedro Emanuel

Hoje, PdC trouxe para a ribalta a história do mundial para o Pedro Emanuel.

Se as convocatórias para a selecção do brasileiro fossem efectuadas por mérito, há muito que o Pedro Emanuel tinha sido chamado à selecção Portuguesa.

Mas não o foi. Como não foi, tentou ou tentaram por ele (com o seu consentimento) a sua inclusão na selecção Angolana. A FIFA não foi na cantiga.

Se antes desta história Angolana eu era a favor da sua chamada à selecção Portuguesa, agora acho que não faz sentido a sua convocação (mesmo que o Scolari, estranhamente agora o convocasse, depois de o ter ignorado durante quase 4 anos), por muito que ele seja o melhor central entre aqueles que podem ser convocados.

Para mim, a justeza da sua convocação por Portugal acabou no dia em que aceitou a tentativa de jogar por Angola.

Belo serviço

Ligo para a :2 para ver um jogo de hóquei e só vejo ciclistas. Mas que é esta merda?

Entretanto o Follonica ganhou o 2º jogo (com o Réus), e parece que finalmente uma equipa italiana vai ganhar a liga / taça dos campeões.

Pró ano há mais.

O exagerado da semana

"Adriano tem uma presença na área semelhante à do Jardel"

Casemiro Mior, ex-treinador do Nacional da Madeira em O Jogo

Faltam 2 dias

e um ano   ;-(

Faltam 3 dias

Mas só 1 para começar e começa com o "lar da terceira idade" do hóquei italiano.

O que numa competição com 3 jogos em 3 dias, pode ter alguma importância. Por isso era melhor jogar com eles no último dia, mas não seja por isso, hão-de ir para casa vergados à derrota.

Não que uma coisa tenha que ver com a outra, mas estranha-se que uma competição destas não tenha assegurado, pela organização, controlo anti-doping. Com a desculpa de que "Não há verba para pedir controlo anti-doping para a final da Liga dos Campeões. Somos um organismo internacional e por isso não temos apoio do Estado." Carlos Graça, Presidente do Comité Europeu de Rink-Hockey

O que o dinheiro faz

Maradona ao que tu chegaste.

Com tanto estádio novo

que há por aí, por que motivo se vai jogar a final da taça de Portugal num campo de treinos?

Faltam 4 dias

Vai ser aqui:

Quando se contrata um treinador III

O Luis Freitas Lobo tem repetido várias vezes nos seus comentários da RTPn uma afirmação sobre o Co e as suas tácticas:  Quando se contrata um treinador, contrata-se, ao mesmo tempo, o seu modelo de jogo, com a qual nunca concordei (aplicada ao Co e ao FC Porto actual), hoje num texto que recebi por mail, Manuel Martins de Sá, rebate em parte essa afirmação e pessoalmente estou mais próximo do pensamento do MMS que do LFL. Os textos respectivos estão em posts anteriores.

A questão que eu ponho, no meio disto, é onde fica a política desportiva e de contratações?

O clube deve ter um modelo de jogo ou ter o modelo de jogo do treinador? Ou seja, anda-se uma meia dúzia de anos a dizer que se está a implementar um modelo de jogo no clube, a equipa de juniores B passou da alçada do clube para a SAD, para uniformizar modelos de jogo desde os 15-16 anos. Fazem-se contratações para os escalões jovens e equipa B, para os jogadores crescerem dentro do clube a jogar em determinado modelo. Depois chega um treinador e faz-se um rewind a tudo isto? começa-se tudo de novo? ou ignora-se o sistema de jogo da equipa principal e continua a formar-se para o 442 e 433?

Num clube que tem uma cultura de manter os treinadores durante 2 anos (com casos muito esporádicos de 3 anos), faz sentido dar liberdade total de acção ao treinador? Faz sentido contratar um treinador por 2/3 anos e depois contratar os jogadores por 4/5 anos? Se o próximo treinador não gostar do modelo de jogo anterior e quiser implementar o seu, lá vão ficar jogadores encostados 2 anos com o clube a pagar salários ou indemnizações.

Um clube, como o FCP que precisa de fazer mais valias com jogadores, deve contratar num ano Diego, Leandro do Bomfim, Leo Lima, Anderson, Jorginho e Bruno Gama para a posição 10, quando o modelo do treinador requer um jogador nessa posição, podendo ser um ponta de lança a fazer a posição? Por que motivo se gastou o que se gastou nesses jogadores?

Num clube cuja política é:

Tendo em consideração uma manifesta estagnação/recessão no mercado de transferências de jogadores entre clubes de futebol profissional, existe uma forte aposta, por parte da FC Porto SAD, nas escolas de formação do FC Porto e na promoção anual de alguns desses jogadores à equipa principal. Esta movimentação de jogadores vem, por um lado, reduzir as necessidades de investimento e renovação da equipa com recurso a jogadores formados por terceiros, bem como aliviar os custos com pessoal e perspectivar um aumento de fontes de receita com a futura alienação dos seus direitos desportivos a outros clubes.
Apesar de se ter considerado, para efeitos da projecção do plano de negócios, que a maioria dos contratos com actuais jogadores se irão manter até ao final da sua validade, perspectivou-se que as futuras mais valias com a transferência de jogadores sejam provenientes quer da alienação de direitos desportivos de jogadores oriundos dos escalões de formação, quer de alguns jogadores constantes do imobilizado.

Sendo inequivocamente a rubrica de maior peso nos custos do Grupo FC Porto SAD, os Custos com Pessoal são fortemente pressionados pelos elevados níveis salariais dos jogadores de futebol profissional, praticados pela maioria dos clubes, com o objectivo de aumentar a sua competitividade desportiva. Não obstante, está em prática uma estratégia no sentido de inverter esta tendência, cujos resultados se esperam vir a revelar durante os próximos anos, através de redução absoluta dos valores envolvidos. Esta redução dever-se-á, em parte, à aposta na formação interna de jogadores.

Se se muda constantemente o modelo da formação, a probablidade de aproveitar jogadores diminui. Se se dá liberdade ao treinador para escolher o modelo de jogo, ele precisa de jogadores para esse modelo, logo não há tempo para os formar, logo há que contratar a terceiros.

Parece-me que o lema Quando se contrata um treinador, contrata-se, ao mesmo tempo, o seu modelo de jogo na gestão global de um clube ou SAD, é a melhor forma de aumentar o n.º de jogadores sobre contrato, logo aumentar os custos,  algo a que um clube como o FCP não se pode dar ao luxo.

Ou fazendo-o, tem de o fazer a médio prazo para dispersar os custos, mas para isso precisa que o treinador fique 5-10 anos no clube (numa gestão à inglesa), e que a mudança se faça gradualmente, nos escalões jovens o modelo entra em vigor de imediato, na equipa principal no 1º ano é o treinador a adaptar-se aos jogadores que tem, no ano seguinte vai-se fazendo um misto, e ao fim de 2-3 anos aplica-se o modelo do treinador, nesta altura a formação já poderá fornecer jogadores e o plantel foi sendo moldado para o modelo desejado. Mas nesta altura é bom que o treinador fique mais 4-5 anos.

Quando se contrata um treinador II

Manuel Martins de Sá, em d'A Bola (via JSP do Sou Portista com Orgulho):


"Quando se contrata um treinador contrata-se o seu modelo de jogo." Esta é uma afirmação que vi reproduzida um dia destes mas com a qual, se me permitem, estou em total desacordo. Extrapolando o conceito, seriamos obrigados a concluir que, se esse treinador não encontrasse no plantei os intérpretes adequados para a implementação e o desenvolvimento desse seu modelo, o clube teria de recorrer ao mercado para resolver a situação. Infelizmente, nos últimos anos é isso que se tem verificado, vide Mourinho, Wenger, Wanderley Luxemburgo, Mancini, Van Gaal... mas tal prática não significa que aquela afirmação fique assim legitimada. De modo nenhum. Se o Chelsea, Arsenal, Real Madrid, Inter, Barcelona... o puderam fazer, com resultados nalguns casos decepcionantes, a esmagadora maioria dos clubes,pelo contrário, não dispõe de capacidade financeira para corresponder às pretensões do novo técnico. Um treinador, se tem mérito, não tem o seu modelo de jogo mas sim o modelo que melhor se harmoniza ou combina com as características dos jogadores que vai orientar, a fim de obter deles ò melhor rendimento. Diz quem sabe que os jogadores de qualidade são sempre compatíveis entre si. É justamente por também pensar assim que não considero Co Adriaanse um bom treinador, não tanto pela recorrente modéstia das exibições da sua equipa no decurso da época mas sobretudo por não ter sabido tirar partido de um jogador como Diego, que é tão-só o futebolista de maior classe do FC Porto. Como se vai ver quando e onde regressar à competição.

Quando se contrata um treinador I

Um artigo de Luís Freitas Lobo:

De Van Gaal a Adriaanse
QUANDO SE CONTRATA UM TREINADOR, CONTRATA-SE, AO MESMO TEMPO, O SEU MODELO DE JOGO.
É uma das perguntas teóricas mais feitas no futebol: o que está primeiro, o sistema ou os jogadores? A resposta certa escapa, porém, a esta simples dicotomia. O que está primeiro é o modelo de jogo do treinador. Quando no início da época se contrata um treinador, os clubes devem ter presente que mais do que o líder ou o estratego, contrata-se também, simultaneamente, o seu modelo de jogo preferencial.

A partir desse momento, a construção da equipa – e do plantel- deverá ser feita tendo em conta essa referência, de forma a permitir por em prática a sua filosofia de jogo, sistema e táctica.
Não faz sentido, um treinador alterar o seu modelo de jogo de equipa para equipa em função dos jogadores. Tal só significaria falta de personalidade táctica e, até incoerência ideológica.
Aceitando uma realidade dessas, o treinador, no caso de insucesso, seria condenado sem defender as suas ideias, mas sim por aplicar as dos outros, esses sim os principais responsáveis –dirigentes ou administrações- que, impunes, limitam-se a despedir o treinador, fugir ás suas responsabilidades, e contratar outro técnico, quase sempre com um modelo completamente diferente.
Este cenário sucede todas as épocas, em vários clubes e nele está a razão para a maioria dos incussesos de muitas equipas de quem até dizem ter bons jogadores. É verdade, até, muitas vezes, só que esse talento não existe no vazio, para ser aplicado necessita de moldura táctica-técnica –modelo de jogo- capaz do potenciar.
A confusão de competências que cruzam os actuais departamentos de futebol – presidente da SAD, director desportivo, treinador- impede muitas vezes, sem uma articulação correcta, a construção de uma ideologia comum que respeite os princípios atrás referenciados.
No fundo, a ultima palavra deveria pertencer sempre ao treinador, e isso, na maioria das vezes, não acontece. Como é possível então julgá-lo depois pelos resultados se ele não teve condições para por em pratica o seu modelo? Ou seja, é condenado pelas ideias dos outros.
Muitas vezes, porém, mesmo com sintonia de ideias desde o primeiro dia, não é possível encontrar todas as condições –entenda-se jogadores- para colocar em prática esse modelo de jogo. Nesses casos, o treinador terá de procurar novos equilíbrios, capaz de conciliar as suas ideias com as limitações presentes.

Procurando um caso particular, esta situação é clássica quando treinadores rumam a países com culturas tácticas muito diferentes. É o caso dos treinadores holandeses. Sucedeu, por exemplo, com Van Gaal em Barcelona, sucedeu, esta época, com Adriaanse no Porto.
Quer um como o outro sempre preconizaram o 3x4x3 como modelo preferencial. Chegaram a trabalhar juntos nele, aliás, no Ajax, entre 92 e 96. Van Gaal na equipa principal. Adriaanse no centro de formação. No final, o Ajax tornou-se um modelo do jogar em 3x4x3, ganhou a Champions com esse sistema, com um golo marcado por um miúdo saído, poucos meses antes, da escola de Adriaanse, Kluivert.
Passaram onze anos desde essa data, e ambos continuam, em locais diferentes, fieis aos seus princípios de jogo e opções tácticas. Pode-se discordar, amar ou odiar, mas é isto que faz, na essência, um grande treinador: a coerência com um modelo de jogo. Ganhar ou perder com ele, mas defendê-lo e aplicá-lo com convicção.


Quando rumaram a Espanha e Portugal ambos tiveram, no entanto, dificuldades em colocar em prática o seu modelo logo de inicio.
Van Gaal viu que o seu sistema não tinha de imediato aplicação em Barcelona pois necessitava que todos os jogadores estivessem educados para jogar nele, interpretando as suas dinâmicas de transição defesa-ataque-defesa.
Face a isso recuou estrategicamente, aproveitou o que o seu sucessor –nesse caso Bobby Robson- tinha feito, e, ao mesmo tempo, foi educando os jogadores para, mais tarde, jogar no seu modelo.
Como? treinado princípios de jogo que embora primeiro apontados para ser usado no sistema, digamos, intermédio, também pudessem ser, mais tarde, aplicados no seu 3x4x3. A grande nuance esteve, então, na acção dos laterais. Ferrer, Reiziger, Bogarde, Sergi. Antes, na defesa a «4» podiam atacar até á linha adversária. Depois, com defesa a «3», limitavam-se a quase nem passar do meio campo, só se aventurado, esporadicamente, um deles.

Foi um pouco o que também fez Adriaanse no Porto. Nas suas anteriores equipas (Az, Ajax, Willem II) também jogara sempre neste sistema.
No Porto, treinou esses princípios de jogo desde o inicio, mas como viu não ter jogadores educados para o interpretar na pleinitude desde o inicio, fez o mesmo recuo estratégico.
Todas as dinâmicas e princípios treinadas nesse período já tinham subjacente, porém, educar os jogadores para, mais tarde, aplicar o 3x4x3 (ou 3x3x4) e seu verdadeiro modelo.
Pensem nas permanentes subidas do lateral esquerdo César Peixoto, que também deixava a equipa na transição ofensiva só com três defesas, e como a então debatida posição de Postiga, falso 10 atrás do ponta de lança, reflecte exactamente os mesmos princípios de movimentação hoje feitos por Adriano e McCarthy
Para um treinador, mesmo após despedido, sair com a consciência tranquila, só se antes tiver perdido com as suas convicções e não com as dos outros. O argumento demolidor das vitórias calou os críticos e Adriaanse ganhou duas vezes. Antes de jogar e depois de jogar.
Faz lembrar uma história de Sacchi, quando um treinador, pressionado pelos resultados e decisões, desabafou com ele:
“Decidi tirar um jogador que era intocável para o público e a imprensa. Agora, se perder, perco duas vezes. No campo e fora dele”.
Sacchi escutou e disse-lhe: “É verdade. Mas se fizeres o contrário do que pensas, perdes antes de jogar!...”

 

Faltam 5 dias

Os artistas:

FC Porto

Edo Bosch
Filipe Santos
Reinaldo Garcia
Ricardo Figueira
Emanuel Garcia
Reinaldo Ventura
Pedro Moreira
Jorge Silva
Pedro Gil

Follonica

Guilherme Silva
Sergio Silva
Alberto Michielon
Alessandro Michielon
Massimo Mariotti
Enrico Mariotti
Mirko Bertolucci
Alessandro Bertolucci

Reus

Jordi Garcia
Joan Sabater
Xavier Caldu
Jose A Sanchez
Luis Teixido
Marc Gual
Guillem Cabestany

Noia

Eloi Mitjans
Jordi Esteva
Jordi del Amor
Josep Mª Selva
Pere Varias
Joan Feixas
Eloi Albesa
Xavier Brichs

Faltam 6 dias

Para o levantar a taça.

Não custava nada

Terem acrescentado a foto do H. Postiga.