A Santa Casa da Misericórdia

Após a leitura deste comunicado, para mim, falta esclarecer o mais importante:

- Agora o FC Porto é a Santa Casa da Misericórdia?

Ou seja, o que leva o FCP que tem contrato com Vítor Baia, Helton, Bruno Vale, Paulo Ribeiro e mais uns na equipa B a encetar negociações com um jogador para só o usar daqui a ano e meio? E ainda por cima pagando à cabeça (em notas e em jogadores emprestados).

É esta a forma de motivar o Bruno Vale e o Paulo Ribeiro?

Isto é gestão de um plantel? É esta a política da SAD para diminuir despesas?

Esta é, para mim, a questão mais importante de todo esta história e que continua sem resposta. E que reforça, a minha ideia, que a SAD escreve nos relatórios e orçamentos uma coisa e depois faz outra. Sinceramente, gostava de perceber que gestão é esta que se predispõe a negociar um jogador, pagando-o já, para o emprestar e só eventualmente o usar daqui a ano e meio.

Além disso, continuo sem entender como se deixou arrastar o bom nome do FCP para este lamaçal. Tendo os factos relatados ocorrido após o Porto - Guimarães, ou seja, a 23 de Dezembro, porque se demorou tanto tempo a lançar este comunicado ou algo do género?

Da entrevista de PdC a O Jogo resulta mais esta confirmação: "Trouxemos o Jorginho que estava em final de contrato com compensações para o Setúbal", isto não é próprio de uma instituição de solidariedade? Seria este o FC Porto Social de que PdC falava há tempos?  

(A actualidade deste texto já passou, mas por um insondável mistério tecnológico, no dia em que o escrevi (dia 5), não ficou no blog. Esta entrada serve, essencialmente, para memória futura)