Aqui na terra 'tão jogando futebol

15 dias depois cá temos a bola novamente, se do ponto de vista do trabalhador (futebolistas e treinadores) são interessante as férias de forma a poderem ir passar o Natal e o Ano Novo com a família (principalmente os estrangeiros), não deixa de ser estranho que as entidades patronais tenham o mesmo pensamento e que sejam os responsáveis (através da Liga) por este calendário.

Principalmente em ano de Mundial, quando a época vai ser mais curta, implicando que Maio, Junho, Julho e meio Agosto sejam meses praticamente sem receitas significativas. Se agora se fala em salários em atraso, com um longo Verão sem receitas, com a redução do n.º de equipas (logo menos jogos, logo menos jogos na TV, logo menos receitas) ou muito me engano, ou pró ano que vem a coisa vai ficar mesmo preta.

É certo que, mesmo que não houvesse férias, o n.º de jogos seria sempre o mesmo, mas quer em termos de captação de espectadores, quer em termos de tempo para recuperação de lesões e da capacidade física, concentrar mais jogos em espaços temporais mais pequenos, parece um má gestão que não favorece o bom futebol.

Curiosidade (ou talvez não): Nesta 17ª jornada, há 6 jogos na TV (66%) e não há dois jogos em simultâneo. Depois queixem-se os clubes (nomeadamente os pequenos) que a rádio não se interessa por eles.

* Título retirado da música Meu Caro Amigo de Chico Buarque