Uma letra brilhante do Carlos Tê, que se encaixa na perfeição na realidade actual:
Podia ser um senhor
Que fica a ver futebol
Em frente ao televisor
Faça chuva ou faça sol
Em vez disso vou ao estádio
E deixo o senhor em casa
Levo bandeira e cachecol
E ponho as Antas em brasa
E quando parece mentira
Ver a equipa jogar mal
Toda a bancada suspira
É hora do tribunal
Jogar ou sentir portista
E antes que venha o empate
Ordenar ao trompetista
Para tocar a rebate
Lá no relvado o artista
Não vê a nossa aflição
Não vê que o amor clubista
É o amor de perdição
Qualquer amor se troca
Porque a carne é sempre fraca
Este fica a vida inteira
Nunca se vira a casaca
Jogar bem e perder mal
Este tribunal entende
Acenem com 6 milhões
Este juiz não se vende
Venha o segundo não chega
O dois-zero é uma ilusão
Só o terceiro sossega
O coração do Dragão
Vamos lá, Ó trompetista!
Que a bola está a queimar
Manda o recado ao artista
Abre o livro e vem jogar
Estamos a perder o norte
É hora de recital
Não nos fiemos na sorte
Só a arte é triunfal
Só a arte é triunfal
(Vamos lá carago!)
Assim reza o tribunal