Ontem ao longo do dia, li e ouvi muitos jornalistas, comentadores, ... falarem dos petardos no WC XXI e fundamentalmente da sua entrada no estádio, da revista que não foi efectuada aos espectadores, da falta de segurança, ...
Fazem-se perguntas e afirmações no mais puro estilo alarmista, mas não se vai ao fundo da questão.
A questão nestes casos, não é como ou quando os petardos entraram no estádio. Qualquer pessoa que vá regularmente a um estádio sabe que as revistas são meros pró-formas, que se alguém quiser entrar com algo proibido, que seja de pequena dimensão (como um petardo), o faz com a maior das facilidades. E dificilmente será de outra forma, a não ser que se perca 5 minutos a revistar cada espectador, quase que o obrigando a despir a roupa toda, porque senão é impossível garantir a 100% que nada de proibido entra no estádio. Se os aeroportos com detectores de metais, raios X, ... não o conseguem garantir, nunca será uma mera revista às apalpadelas que o conseguirá. O problema nunca será resolvido por esta via.
A questão neste caso é outra: Existem câmaras de vigilância dentro dos estádios, existem câmaras de TV, nessas câmaras são filmadas pessoas, nessas câmaras são filmadas pessoas a atirar petardos e very-lights tochas (a emissão da SportTV mostrou imagens dessas).
Com base nessas imagens a polícia não tem mais do que identificar essas pessoas e fazer cumprir a legislação. E expôr publicamente essas situações. Mostrar nas TV's que estes senhores atiraram petardos, nós vimos, nós identificámo-los, nós prendemo-los, nós levámo-los a tribunal, eles foram presos x dias, eles estão impedidos de entrar nos estádios durante x anos, eles têm que se apresentar nas esquadras nas horas de jogo.
Só mostrando que estes actos são punidos é que se acaba com eles (ou pelo menos que se reduzem). E as autoridades têm, nos novos estádios, todos os meios tecnológicos para o fazerem. Se não o fazem é porque não querem.