Um dos temas em voga nos últimos tempos tem sido o fair-play, com a insistência do Co Adriaanse na redução do n.º de cartões, não falar com o árbitro, que o AZ sempre ganhou o prémio de fair-play, ...
Pessoalmente sempre achei muitas das coisas que se fazem no futebol à luz do tal fair-play uma hipócrisia.
E prémios de fair-play dispenso-os bem.
Quero que os jogadores do FC Porto não vejam cartões estupidamente (como o do McCarthy no sábado passado e alguns do ano passado), aí estou 100% com o Co Adriaanse. O FCP não pode ser prejudicado por atitudes irreflectidas. Há que martelar a cabeça dos jogadores até isso lhes entrar bem.
Mas desde que os cartões não sejam estúpidos, que não prejudiquem o FCP (ou melhor que o beneficiem) quero lá saber se são 20, 50 ou 100, vermelhos, amarelos ou azuis.
Um lance que retenho e que ilustra isto, aconteceu num Porto - Panathinaikos para a LC nas Antas entre o Secretário o Olisabebe. Ganhávamos por 2-1, faltavam menos de 5 minutos para acabar o jogo, o Olisabebe ganha uma bola a meio campo e vai isolar-se perigosamente para a áea do Porto, o Secretário sem pernas para o acompanhar dá-lhe uma valente trancada por trás. Vermelho directo, castigo especial da UEFA (3 jogos).
Foi uma atitude de fair-play? Certamente que não, mas seguramente ajudou e muito a segurar aquela vitória.
As leis do jogo existem e aproveitá-las para benefício da equipa faz parte do jogo.