Ou muito me engano

ou jogadores como o Fernando Couto, Rui Jorge e Capucho estão sem clube.

As fraldas

Desta novela do Nuno Valente só há uma coisa a reter: o futebol é um negócio.

Se bem me lembro :-), quando nasci a minha mãe usava umas fraldas em pano, que eu me encarregava de sujar, para ela se encarregar de as lavar e voltar a usá-las cá no je. Era a reciclagem à moda antiga.

Nessa altura havia, se bem me lembro, um conceito no futebol: O amor à camisola.

Os tempos mudaram e hoje já ninguém usa fraldas de pano, é tudo descartável. Usa e deita fora.

Também pelo futebol o conceito descartável é hoje a norma vigente. Um jogador é descartável. Um clube é descartável. O que importa são os interesses próprios.

Amor à camisola, paixão, dedicação, agradecimento, ... são palavras bonitas mas cujo significado só têm algum sentido para os adeptos.

Tudo o resto que anda à volta do futebol, gira à volta de duas palavras: dinheiro e fama. São os jogadores, são os dirigentes, são os árbitros, são os empresários.

Pede-se que enquanto vestem a nossa camisola o façam com profissionalismo. (Ao que a gente chegou)

Quanto ao resto cá estamos para defender o emblema, que é aquilo que ficará para todo o sempre.

Chicotadas

Em Itália já começaram, por cá sem o Luis Campos no activo é mais complicado prever quem vai ser o 1º, mas eu apostava no Juca, José Gomes ou Cajuda.

E a Liga não faz nada?

Lastimável o estado de alguns relvados.

A propósito, o major não tinha dito que se ia demitir?

Torino

Mais um grande a cair.

Mais uma vez os adeptos acordaram tarde.

Há n.ºs que dizem muito

A liga francesa vendeu os direitos televisivos por 600 milhões, o que dá um valor de 30 milhões por clube (se a distribuição for equativa).

O FC Porto tem contabilizado nas suas contas um valor na ordem dos 6 milhões.

Director-geral e afins

Tem sido um tema recorrente por aqui, tentar perceber a política da SAD e a sua orientação. Hoje apareceu mais um dado novo: Antero Henrique é o novo Director Geral de Futebol.

Curiosamente esta semana apareceu também esta notícia: Mourinho também faz contas ao que pode gastar. Que ajuda à discussão do modelo de organização ideal.

A história de sucesso recente do FCP começou com um treinador-manager (Pedroto) aliado a um forte director de futebol (PdC), o presidente (Américo de Sá) pouco riscava e avançou para uma organização presidencialista, em que os treinadores entravam e saiam mas a estrutura de equipa era mantida, o tipo de jogadores contratados seguiam uma filosofia do clube e aos treinadores competia treinar (com uma ou outra sugestão de jogadores). Pelo meio houve uma ou duas mudanças de filosofia como quando deram carta branca a Bobby Robson para contratar e este trouxe Mogrovejo, N'tsunda, Mandla, Baroni, Walter Paz, ... mas voltava tudo à forma/fórmula original (e de sucesso). Era o tempo em que dizia que qualquer treinador era campeão no FC Porto, porque havia toda uma organização que garantia a estabilidade na passagem de testemunhos, não era por mudar um treinador que a filosofia de jogo se alterava nem que mudavam 10 jogadores no plantel.

Com a criação da SAD estas mudanças de filosofia têm sido mais frequentes, ora numa época estamos mais virados para o presidencialismo, ora na época seguinte estamos a contratar consoante o treinador. O resultado disto é que temos uns 60 e tal jogadores sob contrato.

Pessoalmente gostaria de ver no FCP um modelo à inglesa com a existência de um treinador-manager, mas aqui temos um problema: historicamente um treinador não fica no FCP mais que 3 épocas seguidas, ou porque são bons e vão embora (Artur Jorge, Robson, Mourinho) ou porque têm de ir tratar da sogra, dos filhos, ou da selecção da croácia. Por isso não vale a pena sonhar muito com isso.

Mas é certo que a SAD tem de assentar num modelo de organização e que o modelo presidencial está esgotado, restam-nos duas alternativas: - director-geral / desportivo ou andar ao sabor das ondas.

Depois de uma época ao sabor da onda, esta época a orientação da SAD tinha sido claramente para a do director-geral, as contratações foram definidas pela SAD, foram feitas pela SAD, o treinador pouco riscou (já tinha chegado+- a esta conclusão na análise à lista de contratações). A notícia que hoje aparece n' O Jogo é pois a confirmação disto. Nos clubes europeus que seguem este modelo de organização, o director-geral / desportivo é normalmente um ex-futebolista ou treinador, como a dupla Butra/Sacchi no Real, Begaristain no Barça, ... mas a competência não se mede pelo n.º de horas no relvado e a imagem de seriedade e competência que o Antero Henrique transmite, e a que é transmitida por pessoas que com ele lidaram ao longo destes anos, merece que lhe seja dado todo o crédito.

Teoricamente competirá ao director-geral coordenar os departamentos para garantir um modelo de jogo único, que haja coerência nas contratações, aproveitamente das camadas jovens, acompanhamento dos jogadores emprestados, negociação de jogadores (minimizando a utilização de empresários principalmente nas compras), ... Até aqui tudo bem, concordo plenamente com este modelo.

À luz disto, e à semelhança do caso Nuno Valente o que não percebo são as declarações recentes de PdC: "O treinador é que sabe o que pretende. Quando não estamos de acordo com o que o treinador está a fazer temos o direito de o substituir. Não faz sentido é ter um treinador, não o substituir, e não o deixar fazer o que entende. Teve total liberdade para fazer o plantel como terá em Janeiro poder dizer que este ou aquele não lhe interessam.". Isto era voltar a andar ao sabor da onda, espero que tenham sido só declarações de circunstância para encher jornais e que a aposta no modelo do director-geral seja mesmo para levar a sério dando-lhe todas as condições para provar a eficiência do modelo.

Sorteio LC II

Vê-se logo por que motivo não acerto no Euromilhões (só consegui acertar no Artmedia).

Na teoria temos um saco de porrada (Artmedia) o que garantirá à partida 6 pontos aos restantes (Inter, Porto, Rangers). Assim para o apuramento deverão ser precisos uns 12/13 pontos. Quem perder pontos com o Artmedia estará a cavar a sepultura.

Com o Inter como se viu o ano passado podemos discutir os jogos, mas temos de fazer pelos menos 3 pontos para salvaguardar dependências de terceiros.

Com o Rangers (para mim a mais indesejada do pote 3, pela força extra que o ambiente lhes dá nos jogos em casa) temos de fazer uns 4 pontos. Vai ser importante o pontapé de saída precisamente em Glasgow.

Começamos e acabamos fora de casa (não era comum começar fora e acabar em casa ou vice-versa?)

Sorteio LC

Pote 1 (Real, Milan, Barcelona, Liverpool, Man. United, Inter, Bayern, Arsenal)

  • O Deco era sempre uma visita agradável, mas para escapar a Espanha, Itália e Inglaterra o Bayern será o mais acessível (dentro dos possíveis).

Pote 3 (Club Brugge, Anderlecht, Olympiakos, Schalke, Sparta Praga, Lille, Ranger, W. Bremen)

  • Venha que vier no sorteio é o nosso principal alvo e é para ganhar, mas as equipas Belgas (Anderlecht e Club Brugge) não iam nada mal. O W. Bremen traz sempre boas recordações. Mas todas as equipas são muito iguais, a evitar só mesmo o Rangers (pelo ambiente).

Pote 4 (Rosenborg, Bétis, Udinese, Fenerbahçe, R. Viena, Thun, Petrzalka)

  • Estes Thun e Petrzalka parecem simpáticos e bons rapazes. A evitar: Bétis.

Micro causa

Podem os sportinguistas sff deixar em paz o Ricardo para que a comunidade desportiva Portuguesa possa valorizar os verdadeiros frangos sem nitrofuranos?

VMR

Felizmente a preguiça do wolfensilva acabou e esta época estão de volta os VMR's. De visita obrigatória.

1 a 1

1. Helton - Titular do vencedor da taça 2005/2006
2. Jorge Costa - Um bicho na bancada
3. Ricardo Costa - Alma
4. Pedro Emanuel - Que ninguém diga mal dele
5. Leandro - Enquanto me lembrar do FC Porto - Académica
6. Ibson - Não é trinco
7. Quaresma - Depende da mudança de mentalidade
8. Lucho - Fica cá um ano
9. McCarthy - Golo
10. Postiga - É um 9, que pode ser 10 numa emergência
11. Lisandro - Ninja II
12. Bosingwa - O melhor trinco
13. Bruno Alves - Ainda não deve ser este ano
14. Pepe - Se não fosse o cérebro...
15. Nuno Valente - Obrigado
16. Raul Meireles - O problema é o trinco ter de compensar laterais e centrais
17. Jorginho - Um misto de Rui Barros/Artur
18. Paulo Assunção - Não me parece
19. Sokota - E este joelho aguenta? Não será melhor renunciar à selecção?
20. Diego - Para arrasar
21. César Peixoto - Fará a Isabel milagres?
22. Sonkaya - Que não invente
25. Ivanildo - A revelação da época
27. Alan - Abre-latas
29. Bruno Moraes - Em Dezembro vai até Setúbal
31. Paulo Ribeiro - B
39. Hugo Almeida - Mais um empréstimo?
99. Vitor Baía - Palavras para quê?

Foi assim

E a pré-época foi assim (ou talvez não):

  • Treinador da linha dura com alguns tiques ditaturiais que eram facilmente dispensáveis (nomeadamente a história dos n.ºs das camisolas e a escolha do(s) capitão(ães)). Mas antes assim que a "bondade" do Fernandez.
  • Jogadores com dificuldades de adaptação ao treinador (Quaresma, Ibson, Jorge Costa).
  • A situação do Quaresma não me surpreende em nada, era mais ou menos óbvia. Espera-se agora é que tanto um como outro não sejam casmurros e que trabalhem para potencializar as capacidades futebolísticas do jogador de forma a pô-las ao serviço da equipa.
  • Muitos elogios ao Raul Meireles. Se a nível ofensivo gostei, a nível defensivo nem por isso, sobretudo na compensação às laterais e aos centrais, uma das principais funções do trinco. A ver vamos.
  • Lances de bola parada ainda precisam de muito trabalho. Falta nitidamente um especialista (um Branco, Geraldão, Madjer )
  • Boa mobilidade do Jorginho e Lisandro.
  • O Jorge Costa tem lugar indiscutível nos convocados. Uma equipa de futebol não é formada só pelos 11 que estão dentro de campo, nem os melhores 11 jogadores formam a melhor equipa.
  • Daí ser óbvio que o titular da baliza, pelo menos neste início da época, só podia ser o Baía.
  • Defesa lenta. 
  • Dirigentes que fazem um plantel e depois dizem: "O treinador é que sabe o que pretende. Quando não estamos de acordo com o que o treinador está a fazer temos o direito de o substituir. Não faz sentido é ter um treinador, não o substituir, e não o deixar fazer o que entende. Teve total liberdade para fazer o plantel como terá em Janeiro poder dizer que este ou aquele não lhe interessam.", para dois dias depois o treinador dizer sobre Nuno Valente: "Está em forma e em condições de jogar. É um bom jogador, um internacional português mas é a política interna do clube" [que o mantem fora das convocatórias]

O fair-play

Um dos temas em voga nos últimos tempos tem sido o fair-play, com a insistência do Co Adriaanse na redução do n.º de cartões, não falar com o árbitro, que o AZ sempre ganhou o prémio de fair-play, ...

Pessoalmente sempre achei muitas das coisas que se fazem no futebol à luz do tal fair-play uma hipócrisia. 

E prémios de fair-play dispenso-os bem.

Quero que os jogadores do FC Porto não vejam cartões estupidamente (como o do McCarthy no sábado passado e alguns do ano passado), aí estou 100% com o Co Adriaanse. O FCP não pode ser prejudicado por atitudes irreflectidas. Há que martelar a cabeça dos jogadores até isso lhes entrar bem.

Mas desde que os cartões não sejam estúpidos, que não prejudiquem o FCP (ou melhor que o beneficiem) quero lá saber se são 20, 50 ou 100, vermelhos, amarelos ou azuis.

Um lance que retenho e que ilustra isto, aconteceu num Porto - Panathinaikos para a LC nas Antas entre o Secretário o Olisabebe. Ganhávamos por 2-1, faltavam menos de 5 minutos para acabar o jogo, o Olisabebe ganha uma bola a meio campo e vai isolar-se perigosamente para a áea do Porto, o Secretário sem pernas para o acompanhar dá-lhe uma valente trancada por trás. Vermelho directo, castigo especial da UEFA (3 jogos).

Foi uma atitude de fair-play? Certamente que não, mas seguramente ajudou e muito a segurar aquela vitória.

As leis do jogo existem e aproveitá-las para benefício da equipa faz parte do jogo.

A selecção, Nuno Valente e os tomates

Não tenho a mínima dúvida que a selecção foi prejudicial ao NV o ano passado e quem sofreu mais com isso foi o FC Porto. Não tenho muitas dúvidas que este ano a selecção também o iria / irá prejudicar (a ele e ao FCP).

Não tenho a mínima dúvida que hoje em dia os clubes são extremamente prejudicados pelas selecções e que estas têm uma galinha de ovos de ouro às custas dos clubes.

Não tenho a mínima dúvida que esta guerra, mais dia menos dia, vai ter de ser travada entre os clubes e as federações com UEFA e FIFA metidas ao barulho e se o FCP quiser entrar nela, sozinho ou no G14, fazendo-o abertamente para todos os jogadores, pessoalmente apoio a decisão traga as consequências que trouxer.

E nesta guerra ou se têm tomates ou não se têm, e fazer "chantagem" com um jogador é não ter tomates. O problema não são os jogadores, o problema são as federações e seleccionadores, e é a esses que se tem de fazer a vida negra. São esses que devem pagar seguros, contribuir para os ordenados, devolver os jogadores em condições, ...

Mas já que se optou pela via da chantagem, porque não se fez as coisas a tempo e horas? Porque é que não se definiu o fim do estágio da pré-época como prazo limite? Porque é que se emprestou o Areias quando este processo ainda não estava resolvido? Se o NV não abandonar a selecção, ficamos com um único lateral esquerdo ou vamos às compras? Ou rezamos para que a Figueiras não vá a muitas festas à noite com o C. Peixoto e que este descubra o lateral esquerdo que há (haverá?) dentro dele.