1º de Agosto

É amanhã dia 1º de Agosto
E tudo em mim é um fogo posto
Sacola às costas, cantante na mão
Enterro os pés no calor do chão
É tanto o sol pelo caminho
Que vendo um, não me sinto sózinho
Todos os anos, em praias diferentes
Se buscam corpos sedosos e quentes

Adoro ver a praia dourada
O estranho brilho da areia molhada
Mergulho verde nas ondas do mar
Procuro o fundo pra lhe tocar
Estendido ao sol, sem nada dizer
Sorriso aberto de puro prazer

Xutos & Pontapés

O Comércio do Porto

Desde que me lembro de ter começado a ler jornais, sempre li o JN, era e é o jornal da casa.

Havia no entanto um período de excepção: quando o meu avô estava cá em casa. Nesses dias tinha que se comprar o Comércio, dizia ele que não gostava do JN por ser muito grande, gostava mais do formato compacto do Comércio. Nisso, o tempo acabou por lhe dar razão, hoje todos os jornais são assim (com a excepção que confirma a regra: o Expresso).

Depois havia os dias na aldeia e a espera pela assinatura do jornal, que antes de ser lido já tinha viajado umas boas horas, de comboio entre o Porto e a Régua e depois de camioneta pelas ruas do Douro, até chegar já bem depois do meio-dia (isto quando chegava, porque às vezes não era impresso a tempo de chegar ao comboio e só chegaria no dia seguinte).

Mas nunca ganhei grandes afinidades com o jornal, à falta de melhor lia-o, mas não era a primeira escolha de compra. Mas mesmo assim ganhei o hábito de sempre que passava na Avenida dos Aliados dar um salto ao átrio do Comércio e passar uma vista de olhos nas páginas que estavam por lá sempre expostas. Os anos foram passando, o Comércio deixou os Aliados, o meu avô faleceu e fui perdendo algum do contacto que tinha com o jornal. Nos últimos anos, com a descaracterização do JN, com as edições online, com renovação no Comércio operada pelo Rogério Gomes, fui lendo regularmente o Comércio e identificava ali algumas das características que antigamente gostava no JN (e que pessoalmente, acho que entretanto perdeu grande parte delas). E neste momento como jornal da cidade e da região identificava-me muito mais com o Comércio que com o JN, perdia claramente era nas questões nacionais e internacionais.

Obviamente que uma empresa tem de ser viável, seja ela da comunicação social ou não. Obviamente, que uma empresa privada não tem que fazer serviço público.

Mas custa ver isto ciclicamente a acontecer às referências do Porto, porque raio nunca são viáveis? Foi-se a NTV, vai-se o Comércio, ia-se o Coliseu (não fosse a intervenção popular), é o Batalha que está para lá fechado, é o Bolhão que não foi recuperado a tempo e agora se fecha como se nada pudesse ter sido efectuado. E as instituições da cidade e as suas forças vivas a nada fazerem. Já nem sei se é bom o aparecimento da Invicta TV e da Porto Canal, ou se vão ser mais umas ilusões.

Mas felizmente, para compensar, tivemos um circuito de pópós.

Coincidentemente, o chefe de gabinete do presidente da câmara que gosta de pópós, é um ex-director do Comércio (ex-vizinho meu), que enquanto director do jornal saía de casa de bandeira na mão do PSD para os comícios. Como agora o Comércio era um jornal incómodo e o director não andava de bandeirinha, o senhor dos pópós limitou-se a votar um moção. Assim se defende uma cidade.

 

Amanhã, o velho "Sério" sentir-se-ia vazio, não teria o seu Comércio para ler.

Piada do dia

Paulo Andrade, administrador da lagartagem (mais palavra menos palavra):

A Udinese deve estar a lamentar-se por lhe ter saído uma das equipas mais difíceis, se calhar a mais difícil. actualização: isto tinha sido ouvido de passagem e não tinha retido as palavras exactas. Mas aqui ficam as palavras realmente ditas (a essência no entanto permanece inalterada):

A Udinese deve estar igualmente preocupada por lhe ter saído uma das equipas mais fortes - senão a mais forte - das que estavam nesta eliminatória

Será que o homem já ouviu falar em Liverpool, Man. United, Inter Milão, Mónaco, Ajax, W. Bremen, ... ? Ou por aquelas bandas são todos senis?

Lista XXXVIII

Embora a época de transferência só acabe daqui a um mês, está na hora de fazer uma análise à lista de candidatos a jogadores do FC Porto que nos últimos 4 meses fui recolhendo dos jornais, fóruns, blogs, ...

N.º de jogadores aventados: 70

N.º de jogadores contratados: 16

Equipa principal: 10

Equipa B: 4

Camadas jovens: 2

(Em princípio a lista seria só para jogadores com contratos profissionais (equipa principal e B) mas o facto de dois nomes (Steve Vitória e Michel Pereira) terem surgido inicialmente como contratações para a equipa B, levou-os a serem incluídos na lista. Na prática, depois tal não aconteceu, indo parar o Steve Vitória aos juniores e o Michel Pereira aos juvenis (este ainda é um caso a confirmar)

Curiosidades (ou talvez não) relativas às contratações para a equipa principal:

  • Dos primeiros 7 nomes avançados só 1 não foi contratado (Katsouranis).

Isto evidencia duas coisas: fugas de informações e planeamento.

Quanto à questão das fugas de informação, isto não era habitual no FCP, mas nos tempos que correm com o aumento da concorrência nos jornais, rádios, TV's, é cada vez mais difícil guardar segredos. São os novos tempos e vamos ter que nos habituar a eles. Mas mesmo assim nas restantes contratações, 2 nomes (Alan e Sonkaya) foram mantidos em segredo praticamente até à última.

Concorde-se ou não com os jogadores contratados (e não é isso que aqui está em causa), o certo é que o facto de 60% das contratações para a equipa principal serem nomes já avançados em Março, denota que houve planeamento. Os 'alvos' foram definidos e atacados com tempo.

A questão que se põe aqui é o tipo de planeamento efectuado, antes ou depois de definido o perfil do treinador, antes ou depois de contratado o treinador, com ou sem o seu aval. Mas isto é outra história, que mais cedo ou mais tarde se falará por aqui.

  • 8 jogadores estrangeiros + 2 jogadores portugueses. Sendo que dos jogadores portugueses 1 não fica no plantel (Sandro) e o outro (Paulo Ribeiro) salvo alguma catástrofe não deverá lutar pela titularidade e deverá repartir a sua actividade entre os treinos na equipa principal e os jogos na equipa B.
  • 6 jogadores contratados no mercado nacional  + 4 contratados no mercado internacional.
  • Nos jogadores mais caros (valor do passe acima dos 5 milhões) a SAD dividiu os riscos de investimento com fundos de investimento (o Anderson, pode ser excepção à regra, uma vez que não é claro se os 70% do passe do jogador são do FCP, da Gestifute, ou de ambos). Mas esta constatação explicará se calhar o fracasso na negociação, até agora, do Kromkamp - a falta de algum fundo que partilhe os riscos do negócio.
  • Olhando para a lista de nomes aventados, denota-se claramente a existência de fases, consoante o tempo ia passando:
    1. Começou com uma lista de jogadores, que na generalidade acabaram mesmo por serem contratados;
    2. Depois passou-se para jogadores do mercado nacional, ou portugueses a jogar no estrangeiro, mais conhecidos dos adeptos, por isso mais citados na fase em que o campeonato se esfumava e em que os adeptos "começaram a preparar próxima época";
    3. Depois passou-se para jogadores do ben7ica e sporting, fruto da há muito falada contratação de um jogador da segunda circular (que se veio a confirmar - o Sokota), mas que nesta fase se falava de outras hipóteses;
    4. Entrou-se na fase "Ofertas" de empresários - aqui apareceram nomes nitidamente bufados por empresários, para ver se alguém lhes pegava, fosse o FCP ou outro qualquer. Mas dizer que o FCP está interessado tem sempre outro impacto, e assim ajudava na promoção dos jogadores;
    5. A fase do treinador. Após a escolha do Co para treinador, começaram a surgir os nomes que supostamente ele teria indicado, jogadores do mercado holandês ou com determinadas características que o Co apreciaria.
  • Naturalmente as contratações para a equipa B e camadas jovens, não têm tanto impacto mediático, e com excepção dos irmãos Paixão, as notícias das contratações apareceram sempre depois de consumadas. E nos irmãos Paixão, à antecipação da notícia da sua contratação não será estranho o factor mediático que já tinham alcançado com os treinos na Lázio e a sua actividade de modelos.

Lista XXXVII

70. André Leão

Notas da apresentação

- Felizmente não houve surpresas

- Equipamento alternativo sóbrio, o principal para não variar tem o problema da visibilidade dos números. Ao fim de 6 anos já era tempo da Nike pensar de raiz nisso.

- O Hino do clube continua arredado do Dragão. A música ontem apresentada é interessante, ganhava sem margem de dúvidas o festival da canção, mas é uma e só uma música para a temporada. Aparecer, como hoje aparece nos jornais intitulada de novo hino é uma heresia à história do FC Porto. Mas a letra não deixa de ser interessante, nota-se que quem a fez sabe o que é o FCP e qual a sua essência:

Com a força do dragão
Com a alma desta paixão
Vais lutar
Vais vencer
Vais ganhar
Vais fazer
Deste porto campeão

Esperemos é que os verbos agora entrem na cabeça dos jogadores, precisamente por esta ordem: lutar, vencer, ganhar e fazer. Foi exactamente isto que faltou o ano passado.

- Muitas mudanças de números. Superstição ou marketing?

Racionalidade

Escrevi aqui há tempos que era minha convicção que o Kromkamp mais dia menos dia ia ser nosso jogador por um valor entre os 7-8 milhões. Se até agora falhei na minha convicção de que a SAD o ia contratar por esse valor, agradou-me parte da entrevista de hoje de Pinto da Costa a O Jogo e Comércio do Porto, mostra que a racionalidade dentro da SAD não está tão mal como eu previa:

Dadas as posições assumidas pelo AZ e pelo FC Porto, neste momento é impossível. Se o FC Porto mudasse de posição - que não pode porque isso iria colocar em causa todo o nosso planeamento, pois não deixaremos de pagar a tempo e horas a todo o nosso jogadores e a todos os nossos trabalhadores - para nos metermos a comprar o que não está dentro do orçamento, então tudo poderia ser diferente. Se o AZ mantiver a proposta dos 7,5 milhões, pagos a pronto, não haverá possibilidade. Agora se baixarem os números e as formas de pagamento, poderemos voltar a conversar.

Google Earth

Se o site maps.google.com já era soberbo, o que dizer da aplicação Google Earth?

Simplesmente sem comentários.

 

Olho ali para o velho globo iluminado e lembro-me das horas e horas que passei a olhar para ele (e para o velhinho atlas) a descobrir países, a velha URSS ainda lá está, de iluminado só já tem o nome há muito que a lâmpada deu o berro e nunca foi substítuida.

É nestas horas que percebo o impacto que foi o aparecimento da TV para geração dos meus pais, ou da rádio para as gerações anteriores. E o Mosaic só tem 12 anos.

 

 

Lista XXXVI

69. David

Com o arranque dos trabalhos da equipa B, só apareceu um jogador (precisamente o David) que ainda não fazia parte dos quadros do FC Porto ou que ainda não tivesse sido anunciado.

Apesar de ter sido divulgado no site do FCP, a contratação do Steve Vitória para a equipa B, tal parece não se confirmar e segundo o jornal O Jogo ele vai para os Juniores.

Numa situação algo semelhante estará Michael Pereira? Que numa entrevista ao jornal Record, tinha dito que vinha para a equipa B do FCP, mas tal não parece concretizar-se. Irá também para os juniores?

Lista XXXV

68. Paredes

Este Rio não pode parar

Este é o slogan do PSD para a candidatura à C.M. Porto.

Como é normal em Rui Rio, a campanha teria de girar à volta do seu umbigo. Mas podiam ter sido mais originais e terem criado um slogan que não fosse uma "cópia" de um já utilizado pelo Fernando Gomes em eleições para a mesma câmara: "Este Porto não pode parar".

Mas por outro lado até gosto do slogan e o acho apropriado. Se o Rio não pode parar, será bom se não parar por aqui e desagúe bem longe.

 

A chamada contratação 2 em 1

Mais uma notícia do Mais Futebol:

Marco e Flávio Paixão, irmãos gémeos recentemente contratados ao Sesimbra para reforçarem a equipa B, foram os escolhidos para revelarem os novos equipamentos ao mundo, servindo-se da experiência acumulada nas passereles, que lhes permite enfrentar este tipo de acontecimentos com sorrisos e poses profissionais.

Ora aí está mais uma área de negócio para a SAD: agência de modelos :-D 

Leo Lima

Quando li esta notícia no Mais Futebol:

Léo Lima deixou o estágio do F.C. Porto e já deve estar a viajar para Portugal. O médio brasileiro vai acertar o seu futuro, que não passa pelos «Dragões».

O jogador não fazia parte das opções de Adriaanse para a próxima época e o seu percurso no clube chega ao final ainda antes de encerrado o estágio de pré-temporada na Holanda.

Leo Lima, que foi alvo de um valente puxão de orelhas público por parte de Adriaanse durante um treino, explicado mais tarde em conferência de imprensa pelo treinador, deverá agora encontrar-se com o seu empresário para definir o futuro.

Só me veio à cabeça um comentário de ontem do Morphy no seu Esperança Portista:

Chego a pensar se o seu papel no estágio, para o qual foi surpreendentemente convocado, não estaria previsto desde inicio...

SAD faz escola

Do Mais Futebol: Miguel alega que estava em período experimental.

Se esta alegação vier a dar resultado, o que francamente duvido, depois da intervenção da FIFA no caso Del Neri, vamos ter mais um 31 no futebol mundial, mais uma delapidação do "património" dos clubes. A continuar por este caminho daqui a uns anos fazer mais valias com transferências vai ser um milagre.

Jankauskas

Há aqueles jogadores que ficam na memória pelos suas fintas, pelos seus golos, pela sua magia, há aqueles que ficam na memória pelas suas burrices, há aqueles que ficam na memória pelas suas qualidades futebolísticas mas acima de tudo pelo seu profissionalismo.

Jankauskas (ou João Castro :-D ) é um destes. Foi um grande profissional, plenamente demonstrado na hora da saída:

Os anos que passei no F.C. Porto foram os melhores da minha carreira de jogador de futebol. Ganhámos tudo o que tínhamos para ganhar e uma equipa muito forte. O grupo de trabalho era fantástico! Desde o presidente até ao motorista do autocarro... São pessoas fantásticas das quais apenas posso dizer bem e vou guardar recordações para toda a vida. Gostava de agradecer o carinho que sempre me dispensaram e desejar boa sorte a todos. Vou continuar a ser portista e a acompanhar os resultados da equipa no futuro.

Além disto, para mim, ficará sempre na memória como o homem que marcou o golo da vitória n' O jogo que eu não vi.

Filipe Santos

Já era para ter aqui escrito sobre a convocatória para o Mundial de Hóquei, mas o tempo foi passando e hoje o Filipe Santos vem n' O Jogo a lamentar-se (e bem) pela sua exclusão.

Antes de mais como é que se tem um seleccionador que treina em Espanha e não vê os jogos em Portugal? Ainda se os jogos fossem transmitidos pela TV, era mais um seleccionador nacional a convocar pela TV, mas nem uns 10 jogos devem ter dado na TV. Convocou-os pelas cassetes? E os jogadores que não tiveram a sorte de ter jogos televisionados?

Depois, se o Filipe Santos não tem lugar na selecção nacional o mínimo que se pode esperar é o título mundial.

A corrida de pópós

Dizem que foi um sucesso, ainda bem. Já que se gastou o dinheiro ao menos que não tenha sido todo em vão. Mas gostava de ver a famosa lista de TV's que iam transmitir a corrida para não sei quantos países. 

Mas como é que a câmara no seu sítio, em 2005 na secção de desporto, dá somente 9 notícias sobre o desporto na cidade e da corrida de pópós publicou quase o triplo (24)? Como é que o FC Porto campeão europeu teve direito a uma mera notícia? Como é que as festas da Cidade têm direito a uma mera notícia?

Se dúvidas houvesse, fica esclarecido o conceito de cidade e promoção da mesma, o conceito do desporto na cidade, e a importância do umbigo do Rui Rio  para ele próprio.

Os patrocinadores e o seu dinheiro ou os adeptos?

Numa altura em que o Man. United vive uma crise entre os donos e os adeptos, entre o dinheiro e a paixão, numa altura em que o Liverpool/Carlsberg consegue uma excepção da UEFA (cujas competições têm na Carlsberg um dos principais patrocinadores), dificilmente quem mais depende dos dinheiros alheios tem condições de impôr os interesses dos adeptos à frente dos patrocinadores. Exemplo disso, é a crónica de hoje do Álvaro Magalhães no JN:

Terminou ontem a primeira fase da campanha de venda de lugares anuais para o Estádio do Dragão, sob o lema "Um lugar marcado para uma grande família", e que tem o objectivo de cativar 35.000 adeptos.

No ofício que o director-geral da SAD enviou aos sócios já detentores de lugares anuais, incitando-os à renovação, há expressões quase poéticas ( "É graças à dedicação da família azul e branca que o Estádio do Dragão atinge níveis de encantamento tão elevados") e promessas de novas vantagens e atractivos. Não era preciso. Há muito que estamos condenados a amar o clube e não precisamos de ser convencidos. É fácil venderem-nos o que nós amamos, mas a gente da SAD consegue complicar. Aliás, está a fazer exactamente o contrário do que apregoa. Há um significativo grupo de adeptos (entre os quais me incluo) que ocupava um lugar central na bancada poente e a quem não foi permitida a renovação, mas imposta uma deslocação para um canto esconso, junto a um dos topos. A razão vem explicada num ofício " A UEFA exige sentar aí os seus convidados e patrocinadores". E note-se que esta parte vem logo a seguir a uma outra, onde se diz que "sem o fervor e a dedicação dos seus o palco perde magia e as jornadas de emoção ficam menos memoráveis". Pois

É preciso dizê-lo trata-se de uma mentira. Uma mentira piedosa, mas uma mentira. Ou só seria vedado a esses adeptos o acesso aos seus lugares nos jogos da UEFA, como, de resto, aconteceu na época passada. Estamos mesmo a ver aquilo cheio de convidados da UEFA quando o F.C.Porto jogar com o Arrifanense para a Taça de Portugal, por exemplo. O que acontece é que aqueles lugares são demasiado bons para adeptos fiéis já que são ideais para serem cedidos a empresas patrocinadoras, No futebol-negócio dos nossos tempos, os adeptos de bancada são uma espécie em vias de extinção e têm cada vez mais um carácter folclórico e residual. Daí o desprezo com que são tratados pelos tecnocratas da SAD. A tal magia de que eles falam nos ofícios, só a vêem quando aparece estampada nos relatórios financeiros.

Uma grande família? Talvez, mas de gente cada vez mais afastada, ou não mandariam adeptos fiéis dormir para a cave enquanto os hóspedes suspeitos que aí vêm (uma malta que vai ao futebol como se fosse ao circo, ao cinema, ao teatro) se instalam no conforto dos nossos quartos.

É por estas e por outras que os adeptos não conseguem associar aos seus afectos à nova realidade das SAD. Na verdade, os burocratas que aí trabalham ainda não perceberam que esse negócio que lhes meteram nas mãos tem a especificidade extraordinária de ter nascido e crescido em redor de um símbolo. E que é mais, muito mais do que um bom negócio.

No dia em que só tiverem nas bancadas figurantes e clientes das empresas patrocinadoras, saberão que os adeptos, que vivem com a equipa uma unidade biónica, é que são o verdadeiro suporte do clube, o seu cimento afectivo. Talvez então concluam que, afinal, o futebol não é só indústria, como com certeza lhes ensinaram. Ainda há mais qualquer coisa para além disso e essa coisa, que eles agora desprezam, é que é a alma do tal negócio, a sua essência.

Falta, enfim, dizer que, como tantos outros, me decidi, magoado e ofendido, pelo abandono do lugar. Provavelmente, só lá voltarei em dias de jogo grande ou internacional, aqueles em que cheira a festa e o estádio está cheio de turistas, antropólogos, hereges e, claro, muitos convidados das empresas patrocinadores. Quando, numa noite tempestuosa de Inverno, o F.C.Porto jogar com o Penafiel ou o Estrela da Amadora, estarei, como tantos outros, em casa a ver o jogo no sofá para onde me empurraram os senhores da SAD. Esperamos pois ver nas bancadas os senhores convidados da Vodafone ou da Carlsberg a incentivar a equipa, para que não se perca a tal magia. Estamos todos a contar com o seu ardor e dedicação.

Lista XXXIV

67. Fatih Sonkaya

Assim vai

o futebol em Portugal:

Pensei que já era muito tarde, já estava a ficar mal disposto e que tinha de ir jantar. Era uma ordem de trabalhos muito extensa e não se podia continuar sempre. Adriano Afonso, presidente da assembleia geral da LPF, sobre a suspensão da assembleia geral da Liga onde se iria votar ou não o sorteio dos árbitros.

e já agora que tal ficar em casa a tratar dos netos? ou já serão bisnetos?

Pavilhão, para quando?

Filipe Santos, capitão da equipa de Hóquei:

É algo que me deixa ainda mais triste. Sempre adorei jogar no Américo de Sá e lembro até os adeptos que lá podiam passar todo o fim-de-semana, a ver desde futebol jovem até às modalidades. Mas ainda sonho jogar no pavilhão do Dragão.

Lista XXXIII

66. Miguel

Lista XXXII

Com regresso aos trabalhos a confirmação oficial dos 3 nomes que estavam apenas confirmados pelos jogadores ou por quem vendeu: Alan, Helton e Jorginho.

Assim ponto de situação:

- 65 candidatos

- 9 confirmados

- 3 confirmados para a equipa B

- 1 confirmado pelo próprio para a equipa B

A disciplina e o apoio

Hoje n' O Jogo vem um artigo sobre as ideias de disciplina que Co Adrianssen deseja ver cumpridas, não são nada de surpreendente, nem nada de novo, é o voltar a cumprir aquilo que na generalidade já foi norma.

Lembro-me de uma entrevista, há +- um ano, do Quaresma a O Jogo em que ele dizia que nunca tiraria os anéis, porque lhe foram dados pela pessoa que mais ama: a sua mãe.

Vai ser na resolução deste tipo de pequenos "conflitos", que se vai ver a sua força e a sua capacidade de ter o balneário na mão.

Esse é o princípio, depois é como diz Manuel Tavares no seu editorial de hoje:

Por isso, quem o dirige deve zelar para que as regras sejam claras para serem cumpridas. E não é só de disciplina que falo. Refiro-me a um quadro de escrupulosa honestidade nas relações no interior do chamado grupo de trabalho, que deve ter o toque pessoal do treinador mas -- antes dele e depois dele -- deve estar baseada no ordenamento imposto por uma política desportiva coerente. Ou, talvez se deva dizer, o mais coerente possível dadas a tremendas pressões exercidas pelo mercado sobre alguns jogadores-chave.

Mas todo o editorial merece uma leitura atenta:

"Desde que não prejudique outrem, acreditem no que muito bem vos aprouver". Esta poderia ser uma boa máxima para colocar à porta do balneário, reaberta para as equipas profissionais de futebol que vão iniciar a preparação da época 2005/06. Mas o futebol de alto rendimento não se resume a este ou qualquer outro "slogan" por mais abrangente ou radical que possa ser. No balneário sabe-se tudo. Por isso, quem o dirige deve zelar para que as regras sejam claras para serem cumpridas. E não é só de disciplina que falo. Refiro-me a um quadro de escrupulosa honestidade nas relações no interior do chamado grupo de trabalho, que deve ter o toque pessoal do treinador mas -- antes dele e depois dele -- deve estar baseada no ordenamento imposto por uma política desportiva coerente. Ou, talvez se deva dizer, o mais coerente possível dadas a tremendas pressões exercidas pelo mercado sobre alguns jogadores-chave.

Um bom balneário é meio caminho andado para o sucesso, mas, salvo raríssimas excepções, o treinador não chega para construir esse princípio de harmonia, rigor e solidariedade. Nem mesmo quando dispõe de plenos poderes, o técnico, por si só, conseguirá evitar problemas se um, dois, três suplentes ganharem muito mais do que a maioria dos titulares. Do mesmo modo, para que o balneário não se torne num lugar mal frequentado, só por excepção um jovem poderá ter um salário superior aos dos seus colegas mais experientes e que já deram à equipa e aos adeptos muitas alegrias.

Alguns leitores estarão incrédulos porque situações como as mencionadas são intoleráveis em qualquer grupo profissional e em qualquer empresa. Infelizmente, no futebol ainda persistem situações que são reveladoras das debilidades da gestão. Por vezes tão grandes que a solução passa, antes do mais, por saber até que ponto a instituição continua a ter uma política desportiva.

Do ponto de vista desportivo, é admissível esta ou aquela excepção à política desportiva desde que sejam compreensíveis para o grupo de trabalho. Para o grupo de trabalho, o balneário é muito mais do que quatro paredes, cacifos, chuveiros e rituais próprios de uma equipa: há sempre um dia em que os pais, os filhos, as mulheres, os investimentos em negócios ou os impostos acabam por entrar. É nesse dia que uma boa política desportiva do clube se torna decisiva.

Será que?

<PURO VENENO>

Será que se o McCarthy aparecesse na 2ª feira com uns quilitos a mais era dispensado? como aconteceu com o Serginho há dois anos?

Ou como dizia na altura o Serginho, ele era o peixe miúdo, no meio de outros interesses?

</PURO VENENO>

Serviço Público?

A RTP tem os direitos de transmissão do Tour e decide transmiti-lo na RTPN, onde os potenciais espectadores têm igualmente a possibilidade de a seguir através da EuroSport.

Quem tem Tv por cabo (ou satélite) tem várias hipóteses para seguir o Tour, quem não tem fica a ver novelas ou a ver a emocionante prova de ciclismo do Troféu RTP que a 2: vai transmitir este fim de semana.

É isto o serviço público?

Se se gasta dinheiro a comprar direitos, ao menos que sejam bem gastos e que com isso se abranga um maior n.º de espectadores, num canal generalista e de acesso livre. Agora gastar dinheiro, para dar aos espectadores aquilo que eles já tinham e têm noutro canal é deitar dinheiro ao lixo.

Você escolhe

Tem a possibilidade de ver o jogo de hóquei em patins entre o:

  • 1º classificado do campeonato contra o 3º ou
  • 2º classificado contra o 5º

qual escolhia?

A SportTV escolheu, por nós, o jogo entre o 2º e o 5º.

Mas é compreensível, porque além de se ver um jogo de hóquei há sempre a hipótese de ver um boxer argentino em ringue (ou será rinque?). É o chamando 2 em 1.

Obrigado

Luís Santos pelo que continua a fazer pelo andebol Português:

Vladimir Petric vai deixar o FC Porto, clube que representou nos últimos cinco anos, e representar o Almeria, 14.º classificado da Liga Asobal. (...) "Abre-se um novo ciclo, estamos a fazer uma nova equipa, depois daquela grande equipa que o FC Porto teve nos últimos anos "

O Madeira SAD não poderá representar Portugal na Liga dos Campeões, o que leva a que pelo terceiro ano consecutivo o país não coloque nenhuma equipa na prova máxima da EHF (...) Carlos Baptista, presidente do Madeira SAD, insurgiu-se contra a ausência da sua equipa na "Champions" e garantiu a O JOGO que o caso já está no Governo Regional e que o tribunal poderá ser o passo seguinte: "Não posso aceitar esta situação. Já pedi ajuda ao Governo Regional, para que, entre outras coisas, sensibilize o secretário de Estado para este assunto. Posteriormente, caso seja necessário, o caso poderá ir para tribunal".