Não me agrada ver o FC Porto fazer negócios com empresas mistérios. Um dos pontos importantes que pela qual a gestão da SAD se devia reger, a transparência, fica ainda mais sombria.
Vejamos o caso da contratação do Lucho González:
- O River Plate anunciou que vendeu o jogador por 5,785 milhões de euros, livre de impostos.
- O FCP anunciou a compra de 50% do passe por 3,6 milhões de euros, ficando os restantes 50% na posse da GSA. Num total de 7,2 milhões.
Daqui temos uma diferença entre a venda e a compra de 1,415 milhões de euros (24,45 %). Eu pessoalmente, não acredito que na Argentina se paguem 24,45% de impostos nas transferências. Fica agora à imaginação de cada um, saber onde se gastou tal verba. Só sei que quando for grande já não quero ser jogador de futebol, quero ser empresário de futebolistas.
A transparência seria comunicar:
- Quanto se pagou ao River Plate;
- Quanto se pagou de impostos;
- Quanto se pagou de comissões a empresários;
- Outros custos (envio de dirigentes para assinar contrato, médico para efectuar exames médicos, ...);
- Qual será o custo global do contrato com o jogador.