Sem comentários

Dos jornais e companhia:

Pitbull e Baidek já estão no Brasil para negociar com o Grémio.

Léo Lima só vai para o Atlético se o F.C. Porto pagar metade do salário.

«Fizemos uma proposta muito boa pelo Fabiano que deixou todo o mundo feliz», diz presidente do Corinthians

Cicinho garantiu abordagem

Lista VI

Mais dois candidatos:

30. Nelson
31. Cicinho

Sem comentários

Victor Fernández em 2005.01.28, no Mais Futebol, sobre o regresso do Maniche:

«Talvez no domingo possa regressar».

«Neste caso será determinante a opinião do jogador».

«Ele está a recuperar bem, está a cumprir todos os passos com segurança e se sentir bem vai ser convocado. Mas eu não vou forçar o regresso. O treino de amanhã vai dizer-nos se pode ou não jogar».

Maniche em 2005.04.27, no Mais Futebol:

«Devia ter recuperado mais afincadamente e isso não aconteceu por causa do desejo do F.C. Porto em que eu jogasse».

«As pessoas desconhecem que joguei contra o Belenenses e contra o Benfica noventa minutos sem estar a cem por cento. Isso obviamente que prejudicou a minha lesão.» (ndr: não foi contra o Belenenses, foi contra o Braga, em que foi expulso por uma agressão estúpida.)

O dia em que fui sardinha

20 de Abril de 1986 - Estádio das Antas

Mas a história começa uma semana antes.

Faltam 2 jornadas para acabar o campeonato, o ben7ica vai à frente com 2 pontos de avanço (na altura a vitória ainda só valia 2 pontos). Ao FC Porto falta jogar em Setúbal e receber o Covilhã, o ben7ica tem que receber o Sporting e ir jogar ao Bessa.

Em Setúbal o Paulo Futre faz um dos seus famosos raides pelo corredor esquerdo, marca e o Porto ganha 0-1, entretanto na Luz o Sporting depena o estado de euforia típico dos 6 milhões e ganha lá 2-1. FCP e ben7ica ficam em igualdade pontual à entrada para a última jornada (com vantagem para o FCP, ganhou nas Antas 2-0, empatou lá 0-0).

Chega então o dia 20 de Abril, as Antas como nunca as vi, ainda não havia rebaixamento e deviam estar lá umas 70-80 mil pessoas. 

Jogamos com o último classificado e basta-nos ganhar para sermos campeões, a euforia é total. Começa o jogo e a euforia começa a tremelicar, até a habitual frieza do Mly se esfuma, dá dois frangos e vamos a perder para o intervalo por 2-1, no Bessa o empate tira-nos o título. Na 2ª parte dois golos do Gomes um deles, se não me engano o 3º do Porto, um dos mais bonitos da sua carreira (pára a bola no peito e à meia volta todo no ar não dá a mínima chance), acabamos por ganhar por 4-2, o título é nosso. O resultado do Bessa acaba por ser secundário (ganhou o Boavista por 1-0).

Acho que nunca festejei tão pouco os golos como naquele dia, não é que não estivesse contente, não tinha era espaço para saltar, abanar a bandeira (sim na altura ainda se ia de bandeira prós jogos), levantar os braços, ... Era uma mera sardinha contente, feliz e campeã.

Deixem-me sonhar, quero acreditar que as coincidências não serão mera ficção.

Lista V

Os candidatos n.º 3 - Jorginho e n.º 5 - Paulo Ribeiro já estão 99,99% confirmados.

O candidato n.º 4 - Sokota, por todos os rumores que já circulam há "anos" também deve fazer parte do lote. 

Entretanto há mais um candidato:

29. Jorge Andrade

O adeus à Taça

Pois é! Foi-se embora. Também eu choro por a ver partir.

Mas para quê escrever mais se está tudo dito no blog 'Ideias e Pensamento'?

Transparência

Não me agrada ver o FC Porto fazer negócios com empresas mistérios. Um dos pontos importantes que pela qual a gestão da SAD se devia reger, a transparência, fica ainda mais sombria.

Vejamos o caso da contratação do Lucho González:

  • O River Plate anunciou que vendeu o jogador por 5,785 milhões de euros, livre de impostos.
  • O FCP anunciou a compra de 50% do passe por 3,6 milhões de euros, ficando os restantes 50% na posse da GSA. Num total de 7,2 milhões.

Daqui temos uma diferença entre a venda e a compra de 1,415 milhões de euros (24,45 %). Eu pessoalmente, não acredito que na Argentina se paguem 24,45% de impostos nas transferências. Fica agora à imaginação de cada um, saber onde se gastou tal verba. Só sei que quando for grande já não quero ser jogador de futebol, quero ser empresário de futebolistas.

A transparência seria comunicar:

  • Quanto se pagou ao River Plate;
  • Quanto se pagou de impostos;
  • Quanto se pagou de comissões a empresários;
  • Outros custos (envio de dirigentes para assinar contrato, médico para efectuar exames médicos, ...);
  • Qual será o custo global do contrato com o jogador.

Lista IV

- Candidato n.º 1 - Lucho Gonzalez você também é jogador do FC Porto

Cinema Batalha

Agora que temos uma Casa da Música inaugurada e tudo, vale a pena relembrar que o Batalha depois de recuperado, continua de portas fechadas à espera que a Câmara Municipal defina um modelo de gestão.

Assinar petição.

Comentadores

Hoje estava a ver o jogo de hóquei e a ler os jornais e a dado passo leio n' O Jogo a crónica do António Tavares-Teles que basicamente fala sobre os narradores e comentadores da TV portuguesa.

Não é que fosse preciso algum reforço para eu concordar com o ATT, mas o narrador e o comentador de serviço (Paulo Sérgio e António Ramalhete) são tipos simpáticos e lá foram dizendo que o António Neves era o melhor marcador do campeonato (podia ser eu que estava lerdo, mas só ao fim de uns minutos é que descortinei que o António Neves é o Tó Neves), chamaram indiscriminadamente Ricardo Ventura ou Reinaldo Ventura, o António Ramalhete continua a debitar o seu anti-portismo em cada frase que diz, ...

Haja pachorra!

Com três letrinhas apenas

Hoje ao ler o título da secção 'Bolsa e Negócios' d' O Jogo ainda pensei que finalmente ia entregar o chupa-chupa que prometi a quem descobrisse os sócios da GSI e onde está sediada. Mas depois de ler a notícia ainda não é desta que o entrego:

Com três letrinhas apenas

Quem é esta "gente nova do futebol" que compra jogadores e os coloca em clubes como FC Porto, Benfica ou Corinthians? Os fundos de investimento como o GSA, GSI e MSI andam na boca de toda a gente - mesmo que sob a forma de desmentidos -, mas na realidade sabe-se muito pouco sobre eles.


Os clubes portugueses e galegos recorrem cada vez mais a misteriosos fundos de investimento. A tentação é óbvia. Apertados por passivos gordos e dificuldades de tesouraria, os clubes batem à porta desta "gente nova do futebol" - a frase é do presidente do Deportivo da Corunha, Augusto César Lendoiro - para reforçar as suas equipas, sem necessidade de correr riscos ou fazer grandes investimentos. Estes fundos escondem-se em paraísos fiscais e num mar de mistério. As operações são pouco transparentes, com os intervenientes a permanecerem invariavelmente na sombra. Os clubes, infelizmente, não parecem muito interessados em esclarecer accionistas e associados. Quem estará por detrás destes GSA, GSI, MSI - fundos de três letrinhas, apenas, mas muitas incógnitas?

Global Soccer Agencies (GSA) - Sociedade registada em Gibraltar, proprietária de metade do passe do novo avançado do FC Porto, Lisandro López. Em 2004, a GSA tentou adquirir uma posição de controlo no clube KSP Polonia, de Varsóvia. A GSA prometeu construir um novo estádio e sanear financeiramente o clube da divisão principal polaca, mas o proprietário, Jan Raniecki, continua renitente. A face visível da GSA, na Polónia, tem sido a do agente israelita Pina Zahavi, parceiro privilegiado do Chelsea de Abramovich. Nas últimas semanas, GSA/Zahavi têm discutido igualmente com Lendoiro a entrada no capital do clube galego e a colocação de jogadores. O processo de aumento de capital do Deportivo, iniciado há mais de um ano, tem sido um fracasso. Lendoiro está disposto a alterar os estatutos do clube de forma a permitir a entrada de grandes investidores estrangeiros (os estatutos prevêem que ninguém poderá deter mais do que 1% do capital). Tal como Luís Filipe Vieira (Benfica) e Fernando Gomes (FC Porto), Lendoiro esteve vários dias em Londres na semana do Chelsea-Barcelona e reuniu-se com Zahavi.

Global Soccer Investments (GSI) - Proprietária do passe de Luís Fabiano, avaliado em 7,5 milhões de euros. Os direitos de inscrição desportiva foram cedidos ao FC Porto, em Agosto passado, mediante o pagamento de 25% daquele passe (1,875 milhões). O comunicado da SAD do FC Porto enviado à CMVM tem apenas seis linhas e não contém qualquer explicação sobre o misterioso parceiro. "Sabemos quem é o director-geral do fundo [GSI], mas não o podemos divulgar", explicou recentemente o administrador da SAD do FC Porto, Fernando Gomes. O agente Jorge Mendes adiantou apenas que o GSI "pertence a estrangeiros".

Media Sports Investments (MSI) - Fundo registado nas Ilhas Virgens britânicas. No final de 2004, passou a controlar o Corinthians através de um contrato de gestão válido por dez anos. Investiu qualquer coisa como 40 milhões de euros no clube de S. Paulo, assegurando a contratação de oito jogadores nos últimos quatro meses. A face visível da MSI no Brasil é Kia Joorabchian, um britânico de origem iraniana. O presidente do Corinthians, Alberto Dualib, confirmou que os grandes promotores do fundo são Boris Berezovsky e Badri Patarkatsishvili, o homem mais rico da Geórgia. Dirigentes do Benfica e do FC Porto têm manifestado uma estranha ignorância relativamente à MSI ("MSI? Desconheço!", afirmou recentemente Luís Filipe Vieira numa entrevista à Sport TV). Foi a mesma MSI, no entanto, que comprou os jogadores Carlos Alberto (FC Porto) e Roger (por quem o Benfica recebeu três milhões de euros) e que se prepara para colocar Anderson na Luz. Na quinta-feira passada, o Ministério Público de S. Paulo confirmou que existem "indícios suficientes à demonstração de que a parceria Corinthians/MSI está sendo utilizada para a prática de lavagem de dinheiro".

Lista III

Ultimamente não têm aparecido nomes novos, mas já temos a 1ª confirmação:

- Candidato n.º 24 - Lisandro López você é jogador do FC Porto. 

As selecções

Confesso, dá-me prazer ver a selecção do Scolari perder.

Sou Português, tenho orgulho em ser Português, mas não consigo gostar daquela selecção.

Faz-me confusão, que uma selecção possa ir aos clubes buscar jogadores, não recompensa os clubes, usa-os à sua livre vontade e depois às vezes até os devolve lesionados, e não se passa nada. É o dever patriota. Também o serviço militar obrigatório era um dever patriota.

Mas se me faz confusão as selecções em si, mais confusão me faz a proliferação de sub-21, sub-19, sub-18, sub-17, ... e os constantes torneios, apuramentos e companhias. Muito se fala na componente escolar dos jovens, mas estará essa componente salvaguardada com estas constantes chamadas a treinos das selecções? E no plano meramente desportivo, o objectivos dessas selecções não é promover jovens a profissionais? Fazê-los crescer para serem bons profissionais?

Vem isto a propósito do Ivanildo e da sua convocatória para os sub-19. O que é mais importante para o futuro do Ivanildo? Seria aproveitar o facto de ter sido titular nos últimos jogos e aproveitar o embalo para tentar assegurar definitivamente um lugar no plantel do FC Porto? Ou será participar num torneio de apuramento para um europeu de sub-19? A selecção não deveria por livre iniciativa abdicar do jogador?

Será que o Vitor Baia se tivesse ido à Arábia Saudita participar no mundial de sub-21 teria tido outra oportunidade para agarrar o lugar no FCP? Será que hoje não seria mais um Bizarro, Brassard, Sérgio Leite, ...?

Euros atrás de erros

Há dias escrevi aqui, sobre possíveis contratações:

Valha-nos Deus ou o Papa. Ou seja, que PdC tenha juízo e faça ajustes cirúrgicos ao plantel, que qualidade tem que chegue, precisa é de uma mão forte (directiva e técnica).

Hoje n' O Jogo vem a resposta dele:

Obviamente que haverá alterações, se calhar mais do que aquelas que são habituais. Não me vou acomodar, nem é minha pretensão, na recta final da próxima época, a estar a lutar pelo quinto lugar outra vez. Terá de haver grandes alterações.

Era o que eu temia. Definitivamente, são erros atrás de erros, euros atrás de euros.

Lyon

Nestas coisas de SAD's há normalmente sempre uma referência: o Man. United, mas embora seja naturalmente um bom exemplo, tem algumas nuances que em Portugal serão sempre difíceis de assegurar, nomeadamente ao nível de assistências a jogos  (casas sempre nos 95 a 100%), receitas televisivas e sponsorização. A este nível estaremos mais próximo de campeonatos como, por exemplo, a França, de onde nos últimos anos tem emergido um clube, o Olympique Lyonnais, sobre o qual o jornal O Jogo publicou há dias um artigo interessante:

Uma fera chamada Lyon

As contas referentes ao primeiro semestre da época revelam que os campeões de França respiram saúde. O Lyon poderá afirmar-se, no futuro, como grande potência do futebol europeu


Quando Jean-Michel Aulas se tornou presidente do Olympique Lyonnais (OL), o clube da segunda cidade francesa arrastava-se pela II Divisão e tentava sobreviver com um orçamento de três milhões de euros. Aulas, um empresário ligado à indústria de software, transformou por completo este clube provinciano que vivia sob a sombra do St. Etienne - o clube dos arredores de Lyon que dominou o futebol francês na década de 70.

Depois da vitória na Taça da Liga em 2001, o Lyon conquistou três campeonatos nacionais consecutivos (2002, 2003 e 2004). O tetra está praticamente garantido. Amanhã, o Olympique Lyonnais recebe o PSV na primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões e muita gente (incluindo José Mourinho) considera que a equipa francesa poderá ser a surpresa do ano.

Em termos futebolísticos, o êxito do OL baseia-se numa política de contratações cuidada: jogadores jovens, ambiciosos e trabalhadores, referenciados pelos excelentes olheiros do Lyon em clubes menores de França, África e Brasil (um exemplo: Michael Essien passou pelo Manchester United quando tinha 17 anos e acabou dispensado; o mesmo United prepara-se, agora, para oferecer 22 milhões de euros por este médio do OL nascido no Gana). Nos últimos cinco anos, o Lyon gastou cerca de 80 milhões de euros em jogadores. No Verão passado, o clube investiu mais de 25 milhões em Nilmar, Sylvain Wiltord, Abidal, Cris, Pierre-Alain Frau e Hartock.

O modelo de gestão desenvolvido por Aulas assenta na diversificação de actividades extra-futebol, na identificação do clube com a sua cidade e na exploração, ao máximo, da marca OL. De acordo com as contas semestrais (Julho-Dezembro de 2004) divulgadas na semana passada, o Grupo Olympique Lyonnais respira saúde. As receitas subiram 23,3% relativamente ao mesmo período do ano anterior e atingiram 51,378 milhões de euros, proporcionando um lucro líquido de 2,2 milhões (prejuízo de 3,24 milhões no ano anterior).
 

Marca OL: dos táxis aos cabeleireiros


Várias subsidiárias do grupo tiveram lucro pela primeira vez no final deste semestre. Estas empresas utilizam (e exploram) a marca OL em ramos inesperados como a restauração, os táxis e cabeleireiros. As receitas de firmas como a OL Merchandising, OL Voyages, OL Organisation, OL Images, OL Restauration et Argenson, por exemplo, cresceram 76% relativamente ao primeiro semestre da época anterior e proporcionaram proveitos globais que ultrapassaram os dez milhões de euros.

O estádio de Guerland (cedido de forma generosa pela autarquia) teve uma taxa de ocupação superior a 95%. Na primeira metade da época, o estádio registou dez lotações esgotadas e o número total de espectadores quase atingiu um milhão. Nas próximas semanas, o clube vai anunciar mais pormenores sobre o canal privado de televisão que a OL Images passará a disponibilizar através de satélite, ADSL, cabo, Internet ou telemóveis 3G.

As perspectivas para o futuro do Grupo OL são optimistas. Nos últimos anos, o clube estabeleceu-se definitivamente como grande potência a nível nacional. Na sequência do contrato milionário que a liga francesa negociou com o Canal Plus - 600 milhões por ano, a partir da próxima época - os clubes franceses vão passar a contar com receitas adicionais. O Lyon deixará, certamente, de ceder à tentação de vender os seus Essiens e poderá afirmar-se, finalmente, na Europa do futebol.

Dragões de Ouro

O FC Porto divulgou hoje os Dragões de Ouro da época 2003/2004. Ou seja, 10 meses após o fim da mesma.

Este espaço temporal que medeia o fim da época e a nomeação / entrega dos prémios parece excessivamente longa, provocando algumas injustiças e alguns prémios um bocado deslocados. Numa altura em que as movimentações de jogadores são uma constante, este tipo de prémios deveriam ser dados mal acaba a época, só assim terão verdadeira revelância e significado.

O Pedro Emanuel atleta do ano em 2003/2004? Pessoalmente, acho que ele merece um Dragão de Ouro, mas da época 2004/2005, porque foi nesta época que marcou o penaltie da Intercontinental e teve quanto a mim o momento marcante da época em Milão.

Relativamente a 2003/2004, numa entrega logo a seguir ao final da época, o Ricardo Carvalho ou Paulo Ferreira ou Deco não teriam sido escolhas muito mais adequadas para um dos prémios de atleta ou futebolista do ano?

Quanto à escolha do Maniche nada a dizer.

A frase do dia

"Ena que chapada"

As despesas

Foi a própria SAD que no prospecto de oferta pública do empréstimo obrigacionista (em Novembro de 2003) definiu que a gestão teria como objectivo que na época em curso ter um rácio de salários versus proveitos na ordem dos 50%-55%.

Pelas contas agora apresentadas temos que esse rácio é de 71%, tendo crescido 3% em relação ao ano passado.

Esta diferença de 20% está nos custos, uma vez que as previsões de proveitos batem +- certo, mas as de custos são um descalabro.

Por exemplo, nesse prospecto do empréstimo obrigacionista punha-se como meta para custos com pessoal para esta época 27,5M€ sendo que nas épocas seguintes se manteria +- este valor (oscilando entre os 25M€ e os 28M€), ora só nas contas deste 1º semestre temos 19,2M€ de custos de pessoal. Por este andar deve-se acabar a época entre os 35M€ a 40M€.

Ou seja, as contas dizem que SAD está a gastar mais de 30% daquilo que ele própria definiu que devia gastar.

Remunerações da administração

Não sou utópico ao ponto de querer administradores de borla. Um bom administrador deve ser bem pago. Mas também acho que deve existir algum pudor.

Além do salário, na FC Porto SAD os administradores recebem 1% e o presidente 2% dos resultados positivos.

Com os resultados positivos de 2003/2004, as renumerações da administração, passaram de um valor de € 550.836 no 1º semestre de 2003/2004 para mais do dobro (€ 1.204.084) no primeiro semestre de 2004/2005. Parece-me um exagero.

Sobretudo quando o valor positivo das contas de 2003/2004 se deveu a alguma engenharia financeira para o clube não ter de reduzir o capital social para cumprir o artigo 35. Porque apesar da venda do Ricardo Carvalho ter acontecido no fim de Julho a mesma foi contabilizada em 22 de Junho, sem este artefacto contabilístico o resultado teria sido apenas de uns 3 milhões. E receber 1%(ou 2%) de 3 milhões é diferente de receber 1%(ou 2%) de 24,7 milhões.

Isto é um acto de gestão concreto, do qual os administradores tiraram dividendos próprios do mesmo.

Estará PdC a propor a sua demissão?

O artigo 35º do código das sociedades comerciais, tem sido ao longo destes anos, uma espada sobre as SAD's, tendo o Sporting sido obrigado a efectuar uma redução de capital para redução dos resultados negativos acumulados.

Nas contas do 1º semestre do 2003/2004, também o FC Porto estava em risco de ter de efectuar a mesma operação, porém as coisas correram bem e as mais valias extraordinárias (venda do Deco, Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho) e o facto de terem sido contabilizadas nas contas de 2003/2004, apesar das do Deco e Ricardo Carvalho terem sido efectuadas já em Julho (teoricamente só entrariam nas contas do 1º semestre de 2004/2005), permitiram à SAD suspirar de alívio e:

Relativamente à questão recorrente do cumprimento do Artº35 do Código das Sociedades Comerciais, observa-se que a estrutura de capitais da sociedade melhorou significativamente neste exercício, em função dos resultados apresentados. No final deste exercício a FC Porto Futebol, SAD cumpre esta obrigação, uma vez que o capital próprio da sociedade é 40,9M€, bem superior a metade do capital social (37,5M€).

Isto permitiu a que Pinto da Costa (PdC), em guerra com Dias da Cunha, enchesse o peito de ar e em Julho numa entrevista ao jornal O Jogo mandasse umas bocas com destinatário conhecido, dizendo que se demitia caso tivesse de recorrer a uma redução de capital social para ultrapassar a barreira do artigo 35.

Nas contas agora apresentadas do 1º semestre de 2004/2005, os capitais próprios são de 28,2M€, bem inferior a metade do capital social (37,5M€), por isso no relatório de contas lá vem:

"O Conselho de Administração tem intenção de convocar uma Assembleia Geral Extraordinária, dentro dos prazos legais, para discussão e aprovação das propostas que vierem a ser apresentadas, as quais poderão passar pelas seguintes alternativas:

a. Redução do capital para cobertura dos resultados negativos acumulados;

b. Entradas dos accionistas que permitam manter, pelo menos, em dois terços a cobertura do capital;

c. A conjugação das duas alternativas.

As contas a apresentar a 30 de Junho de 2005 poderão ser influenciadas pelas mais valias de transferências de jogadores a concretizar no segundo semestre, variável que tradicionalmente tem um impacto económico significativo."

Para fugir ao artigo 35, é claro que só se consegue recorrendo à venda de jogadores. Mas também é preciso vender jogadores para cobrir o défice de gestão corrente. Que jogadores temos vendáveis? Serão suficientes para cobrir o défice de gestão e ainda conseguir cumprir com o artigo 35? Estará PdC a propor a sua demissão? Porque se for coerente, no dia em que se convocar a Assembleia Geral Extraordinária, é o que lhe resta fazer.

Os títulos que aí vêm - II

Escrevia aqui há uma semana, sobre as modalidades amadoras e nestes 7 dias deu para confirmar aquilo que escrevi.

No hóquei, depois da vitória de ontem sobre a Oliveirense, só uma catástrofe nos tira o título e confirmou que somos muito superiores a eles e somos claramente favoritos na meia final da Liga dos Campeões.

No basquetebol, estamos claramente abaixo do Queluz, num campeonato de regularidade não seríamos campeões. Mas atendendo aos moldes do play-offs, se nós estivermos bem e eles mal nessa altura da época, pode ser que sim. Mas não tenho muitas esperanças.

No andebol, com a vitória a meio da semana sobre o Madeira SAD, o campeonato está relançado. Teoricamente temos um calendário favorável, temos o melhor plantel, logo temos tudo para revalidar o título.

Lista II

Mais uns nomes para a lista:

24. Lizandro Lopes
25. Ricardo Rocha
26. Rochemback
27. Sávio
28. Rosicky

As contas da SAD

A SAD divulgou as contas do 1º semestre (ver aqui e aqui).

Merecem uma leitura atenta nos próximos dias, mas assim à primeira vista confirmam os péssimos resultados financeiros que já aqui previ. E por este andar o prejuízo orçamentado para a época de 5 milhões de euros, será muitíssimo superior.