Às vezes é bom puxar pela memória

No dia 14-09-2003 o ben7ica recebeu o Belenenses no Jamor e aos 81 minutos de jogo o Tiago comete grande penalidade, mão na bola impedindo que a mesma chegasse a um jogador do Belenenses que se aprontava para a meter lá dentro (para quem não se lembra, foi quase igual à do Giourkas hoje, só que ainda mais perto da linha de golo).

O árbitro era o Duarte Gomes que marcou o respectivo penaltie e mostrou cartão amarelo ao Tiago.

Por coincidência, na jornada seguinte o ben7ica viria às Antas.

Pois bem o que se escreveu na altura? Será que ficaram indignados pela decisão do árbitro?

Record (Luis Oscar) "No mais, o juiz lisboeta demostrou estar em forma, decidindo sempre em cima dos lances e aplicando os cartões de forma correcta."

O Mais Futebol (Berta Rodrigues) viu assim o lance: "Aos 82m, uma bola na mão de Tiago relançava a partida.", ignorando qualquer referência ao tipo de cartão

Terceiro Anel (Rui Malheiro): "Tiago, no lance da grande penalidade, podia ter sido expulso, já que impediu que a bola ficasse à mercê do isolado Filgueira"

E lembro-me de na altura ler n' O Jogo o Jorge Cornado a concordar com a decisão do árbitro, e de ser essa a voz corrente nos jornais, tvs e quejandos.

 

Vou esperar aqui sentado para ver a coerência.

 

Actualização:

O Jorge Cornado desta vez é coerente:

Devia ter sido mostrado um amarelo e não o vermelho. O jogador grego cortou uma linha de passe e não uma clara oportunidade de golo, até porque sobre a linha de baliza estavam ainda Vítor Baía e Jorge Costa.

Já o Record como é evidente diz: O vermelho a Seitaridis não merece a mínima contestação.

Para A Bola João Ferreira esteve sempre em bom plano. Não falando especificamente do vermelho.

O DN diz o vermelho terá sido, aqui, algo forçado.

No JN escreve-se que João Ferreira esteve em bom nível, decidindo sempre em cima dos lances.

Era bom que as pessoas que gostam de futebol, que falam de futebol, que vivem do futebol, aproveitassem estes casos para aprenderem as regras, para serem coerentes e para não intoxicarem a opinião pública.