e 3 anos depois?

Pinto da Costa, no seu 'Largos dias têm 100 anos':

No plano desportivo, se o Dezembro de 2001 tinha sido mau, o Janeiro de 2002 não foi melhor!

Entre os dias doze e dezanove tivemos três resultados negativos no campeonato, que nos afastaram do acesso à Liga dos Campeões: empate nas Antas com o Sporting por 2-2, derrota no Bessa por 2-0, e, na Taça de Portugal, derrota em casa 2-1 frente ao Sporting de Braga. Na liga ocupávamos o quinto lugar.

A situação era insustentável. No dia seguinte ao último dos três desaires (a derrota com o Boavista), reunimo-nos em casa de Reinaldo Teles e chegámos a entendimento para a rescisão do contrato.

Tou sem palavras

Ainda tenho a esperança de ao acordar amanhã, chegar à conclusão que tudo não passou de um mero pesadelo.

Só não vê quem é cego

aqui escrevi sobre a minha incompreensão na continuidade do Adelino Caldeira na administração SAD e direcção do clube, hoje o Manuel Tavares vem no seu editorial, a propósito da suposta contratação do Leandro do Bonfim, falar nisso:

Acresce que no Dragão foi introduzido um factor de porosidade: entre outras circunstâncias limitativas da gestão passou a existir uma limitação objectiva de contactos imposta pelo processo Apito Dourado, a qual atinge o presidente Pinto da Costa e Adelino Caldeira, o administrador com a responsabilidade jurídica das contratações e do contencioso.

Porque devemos ajustar os nossos custos à nossa realidade

A Adidas será o patrocinador do Chelsea, a partir de Julho de 2006, substituindo assim a Umbro. O contrato com a marca alemã, que foi anunciado ontem pela direcção do clube londrino, renderá 140 milhões de euros aos "blues" durante oito anos. in O Jogo

A Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD, ao abrigo do artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários e do Regulamento da CMVM n.º24/2000, vem informar que celebrou um acordo de sponsorização e licenciamento com a marca de equipamentos desportivos NIKE, com a duração de 4 anos, sendo que esta entidade será, até 30 de Junho de 2008, o fornecedor exclusivo de equipamentos oficiais do F.C.Porto em todas as competições.
Como contrapartida deste acordo, a F.C.Porto – Futebol, SAD garante proveitos globais de 8,3 milhões de euros, os quais poderão crescer até aos 11,18 milhões de euros, dependendo da respectiva performance desportiva durante a vigência do contrato.
in facto relevante comunicado à CMVM

 

Hugo Leal

N' O Jogo:

Gosto de me sentir útil e no FC Porto isso não acontecia. Por isso, optei por ir para a Académica para poder jogar e ajudar a equipa a sair da situação em que se encontra na SuperLiga.

Pena não ter ido logo no início da época.

Mas na realidade o gajo não tem culpa, culpa tem quem o contratou.

 

Fair-play

No jogo com o Rio Ave há uma situação em que está um jogador do Rio Ave no chão (acho que o Ricardo Nascimento) e o Ricardo Costa tem a posse de bola, numa boa situação de ataque.  Os jogadores do Rio Ave ficam à espera que o Ricardo atire a bola para fora para que o seu jogador receber assistência, mas ele decide dar andamento à jogada. Ouvi e li muitas críticas a esta atitude do Ricardo Costa, que era uma falta de fair-play, que isto e que aquilo.

Pessoalmente, sempre fui contra este tipo de suposto fair-play. Uma coisa é verificar-se que um jogador está seriamente lesionado e atirar a bola para fora para ele receber assistência, outra coisa é atirar a bola para fora só porque um jogador está no chão (eu diria que em 90% dos casos é só para queimar tempo), isto não é fair-play, é burrice. E é estar a ser conivente com o anti-jogo.

Já há uns tempos tinha lido qualquer coisa, sobre a discussão que estava instalada em Itália sobre este tema, mas hoje no site da UEFA vem isto:

Decisão importante
Depois de uma reunião em que estiveram presentes os capitães e treinadores das equipas da Série A e Série B, árbitros italianos, o presidente da Federação Italiana, Franco Carraro, e o presidente da Liga Italiana, Adriano Galliani, ficou decidido que os jogadores da Série A não voltarão a colocar a bola fora do terreno se o adversário estiver caído no relvado com uma lesão.

Ler a notícia completa no site da UEFA

Pessoalmente, não podia estar mais de acordo. Fico à espera de igual tomada de posição em Portugal

 

O último olhar

Há um ano vi-te assim, pela última vez: 

Campanha eleitoral

em O Jogo:

Depois da homenagem do primeiro-ministro, o FC Porto vai voltar a ser alvo das atenções do Governo. O ministério do Turismo, por intermédio de Telmo Correia, o titular da pasta, vai condecorar o clube, no dia 27 deste mês, com a medalha de Mérito Turístico, visando distinguir a divulgação do nome do país que os dragões foram fazendo com as conquistas internacionais. O ministro entende que o FC Porto aumentou consideravelmente a visibilidade e notoriedade de Portugal.

2ª volta

É impossível piorar.

O ego de Mourinho e a sua utilização

Da entrevista que o Mourinho deu à SIC este fim de semana, retive um pormenor que para mim revela o Mourinho na sua plenitude.

Numa pequena sala que ele disse que era o seu gabinete, para conversar com os treinadores adversários antes ou depois dos jogos: uma mesa, três cadeiras, paredes brancas, um plasma numa das paredes e noutra parede uma fotomontagem dele com a Taça Uefa e a Taça dos Campeões.

Gestões

O JNC no seu PaixãoFC disserta um bocado sobre a forma de gestão dos clubes. Vale a pena a leitura.

Diego Armando Maradona

Ontem ao ver uma reportagem na RTP-N, de uma viagem sua à Grécia, só me perguntava como é possível chegar-se aquele estado.

E como concluiu o Rui Cerqueira a reportagem: Dá pena ver Maradona assim.

Bom negócio

Se tenho aqui zurzido em alguns negócios da SAD este do Derlei (afinal foi por 8 milhões) é claramente um bom negócio.

Mas continua a faltar no comunicado da SAD, os valores pagos de custos decorrentes da operação e a quem foram pagos.

As acções da SAD em 2004

Num ano em que fomos campeões europeus, mundiais e se venderam jogadores por valores nunca antes alcançados e de difícil repetição num futuro próximo. Num ano em que SAD apresentou resultados classificados de muito bons, excelentes, ... a performance das acções da SAD na bolsa foram as seguintes:

Variação  -22 % (de 3,25 a 8.1.2004 para 2,54 a 31.12.2004)

Máximo do Ano 3,49 (Março)

Mínimo do Ano 2,51 (Fim do ano)

Média de volume de vendas nos últimos 4 meses 2500

Desde o máximo do ano alcançado em Março tem tido sempre uma tendência de quebra. Nem as vitórias, em Maio na LC e em Dezembro na Intercontinental, tiveram influência significativa nessa tendência de quebra.

Já se sabe que pelas características das acções, do mercado em que estão cotadas, ... não são uma das principais apostas dos investidores, mas estes números se calhar reflectem mais que isso.

Os castigados e a equipa B

E continuam os equívocos daquilo que deve ser a equipa B.

Porque motivo vão os jogadores castigados treinar para a equipa B? Não gosto da imagem de papão dada: Se te portas mal vais para a equipa B. Tinha mais sentido pô-los a treinar sozinhos às 7 da manhã.

A equipa B devia ser um espaço de formação, afirmação e recuperação de jogadores. Devia ser um lugar que os jogadores da, dita equipa A, vissem como um complemento da sua actividade. Que quisessem lá jogar quando vêm de uma lesão, para ganhar ritmo. Que quisessem  lá jogar quando sistematicamente não são convocados, para ganharem ritmo de jogo. Que não a vissem como uma despromoção, mas sim como uma mais valia para a sua prestação na equipa principal.

Neste anos todos só me lembro de um jogador que jogou na equipa B para ganhar ritmo depois de uma lesão (o Vítor Baia), e com excepção de jogadores jovens (Bruno Vale e Hugo Almeida), nenhum jogador lá jogou para ganhar ritmo. É pouco.

E é pena que a visão dada continue a ser que a equipa B é o lugar dos castigados.

PdC e Caldeira

Como é que a SAD consegue continuar a funcionar se o PdC e o Caldeira não se podem falar?

Porque motivo o Caldeira a bem do funcionamento da SAD não põe o lugar à disposição?

Porque motivo o PdC a bem do funcionamento da SAD não procede a uma troca de administrador?

Ou o Caldeira é assim tão essencial à SAD que mesmo sem poder falar com o seu presidente é peça fundamental?

É que eu não consigo imaginar o funcionamento de uma empresa, em que o presidente do conselho de administração não pode falar com um dos seus administradores. Não faz o mínimo sentido.

Chelsea - a excepção à regra

E lá continua o Chelsea a ser a excepção à regra:

Jogo em que sofremos primeiro um golo, não o conseguimos ganhar.

Tal e qual era norma na era Fernando Santos.

E para continuar com as semelhanças, também com Fernando Santos eram problemáticos os períodos pós férias de Natal, foi nestes meses (Janeiro e Fevereiro) que perdemos sempre os títulos.

A pergunta que eu fazia ao Fernandez

- Para quê mudar um esquema de jogo para 3-5-2, se depois a bola vai directamente dos defesas para os atacantes? O que ficam a fazer 5 jogadores no meio-campo?

Vai-se o Ninja, ficam os aneis

Friamente numa visão economista da questão, 7 milhões de euros por um jogador na casa dos 30 anos que teve duas lesões greves no último ano não é um mau negócio. Para ser um bom negócio falta agora saber, desses 7 milhões, quanto se vai pagar de custos decorrentes da operação.

O Derlei?

Estou sem palavras

Não pode ser por outros?

Parece que hoje, o estado Português, vai finalmente reconhecer o ano 2004 do FC Porto e o seu contributo para o bom nome do país.

Mas sinceramente, dá-me uma certa urticária ver o Santana Lopes e o Gomes da Silva entrarem no Dragão, não dá para mudar os artistas?

Pois é

Escrevia eu, quando começou a época, isto:

A minha esperança é que as mudanças operadas na equipa tenham mexido em tudo menos no espírito de grupo, na ambição, na garra de jogar enfim na essência do FC Porto, se assim for tenho a certeza que vamos ter o mesmo Porto de sempre, senão vamos andar a penar e a relembrar a era Fernando Santos.

Quando um jogador como o Derlei que era uma das caras do espírito FCP, justifica o seu atraso no regresso das férias com: Fui com a minha família e não consegui lugar para todos no voo de regresso a Portugal. Tive que me ausentar dois dias.

Pouco mais resta para dizer.