3 momentos

Daqui a uns anos a gente vai olhar para 2004 e vai lembrar-se dos dias 26 de Maio e 12 de Dezembro, são marcas que ficam para todo o sempre, são dias sagrados. Mas olhando para trás, elegia outras datas como os momentos emblemáticos do ano:  9 de Março, 4 de Maio e 7 de Dezembro.

9 de Março, Old Trafford, Manchester United 1 - FC Porto 1

No dia anterior naquelas conversas banais do vamos ganhar por quantos?, tinha ditado a minha sentença: 1-1 marca o Deco no último minuto. Por isso quando vi a falta sabia que ia ser golo, não podia falhar. Mas que raio está o Benny a fazer com a bola na mão? Deixa o Deco marcar! Deixa o Deco marcar! Foda-se! Deixa o Deco marcar! Quando vejo o Benny a marcar o livre e a bola a direccionar-se para o guarda-redes, já só penso Foda-se! Tinha de ser o Deco a marcar! PQP, porque é que não marcou o Deco? Mas eis que a bola não quer nada com o guarda-redes e fica ali mesmo à mão de semear, nesta altura já estou de pé, acompanho o pontapé do Costinha e a mesa que está à minha frente também leva um biqueiro, depois foi saltar, gritar, correr, gritar, saltar, ... 

4 de Maio, Riazor, D. Corunha 0 - FCP 1

Neste dia tive a certeza que íamos ser campeões europeus, uma exibição de gala, uma equipa de sonho.

Só o campeão europeu podia fazer uma exibição daquelas, só a melhor equipa da europa dominava um jogo daquela forma, só o melhor jogador mundial comandava o jogo daquela forma, só um jogador mentalmente forte marcava aquele penaltie, só nós é que íamos ser campeões europeus.

7 de Dezembro, Dragão, FCP 2 - Chelsea 1

A época estava à beira do precipício, e como já alguém disse, era preciso dar um passo em frente. A coisa já era má, dependíamos sempre de terceiros, e ainda ficam piores, estamos a perder e pior que tudo, estamos a jogar mal.  Para piorar o ânimo, está o facto de nunca termos dado a volta a um jogo, nesta época, e virmos de duas derrotas em casa para o campeonato. O presidente está no tribunal a ser ouvido. O cenário está negro.

De repente os terceiros estão a jogar a nosso favor, marcamos um golo, o jogo encaminha-se para o fim e marcamos o segundo. Um estádio em delírio total.