As contas de antigamente

No seu livro, PdC conta a determinada altura a história da transferência do Futre para o Atlético de Madrid, referindo que o Paulo Futre o colocou a par de que tinha "Uma proposta de cinquenta milhões de escudos anuais, quando no Porto auferia, anualmente, cinco milhões, eis o que o motivava a partir."

Ou seja, o Futre recebia 5 mil contos por ano, como em 1987 esteve meia-época no FC Porto, recebeu 2,5 mil contos.

Só que nessa altura as contas dos clubes ainda eram pré-históricas e as fugas aos impostos, segurança social se agora são o que são, na altura nem se fala. Nesse ano (1987) na declaração do Imposto Profissional (o IRS da altura) o clube declarou que pagou ao contribuinte Paulo Jorge Santos Futre 210 contos tendo deduzido de imposto a assombrante quantia de 4 contos e duzentos escudos. Ou seja, não foram declarados nem 10% dos rendimentos verdadeiros.

Será que o Bagão Félix ainda os vai obrigar a pagar mais qualquer coisita para ajudar no défice?