Fogo do Dragão

Quando volta a queimar?

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Desde 28-09-1893 que nos orgulhamos.

Avenida do Aliados

Cada vez que passo pelo Avenida dos Aliados pergunto-me se o Rui Rio o lê, ou se a internet para ele só serve para contar o número de fotografias dele que aparecem no site da câmara.

As transferências e a CMVM

Uma das áreas mais escura do mundo do futebol foi desde sempre tudo o que envolve transferências de jogadores, e nos últimos anos com o advento dos empresários a coisa piorou e muito. Quem paga comissões? Quanto se paga de comissões? Pagam-se comissões de compra ou só de venda? ..

Com a cotação da SAD em bolsa e a obrigatoriedade de comunicação à CMVM dos factos relevantes esperava-se que as coisas passassem a ser transparentes, mas o que se tem verificado é que essas comunicações são muito vagas, enigmáticas e deixam muitas questões no ar.

Vem isto a propósito das notícias que apareceram na comunicação social Vietnamita sobre a equipa B que está a disputar a Agricup Bank, e de que o blog Esperança Portista faz eco. Só com uma verdadeira transparência nas comunicações à CMVM é que vamos poder saber se o Joel custou ou não 1,7 milhões de euros, assim como saber se o Thiago Silva custou os falados 2,5 milhões de euros, saber quem é a Global Soccer Investments e por aí fora.

Pode ser que as contas anuais que devem estar a sair (segundo a convocatória para a assembleia geral, no dia 7 de Outubro estarão à disposição no site do FC Porto) tirem algumas destas dúvidas, mas francamente duvido.

Sonho com o dia em que as comunicações à CMVM sejam como a comunicação que Manchester United fez da contratação do Wayne Rooney.

Colectivo 95 na superior Norte

Depois de alguns desentendimentos com a SAD parece que o Colectivo 95 já tem poiso certo no estádio.

Apesar de algum nevoeiro que normalmente paira sobre as claques e do mal que a neblina faz à massa encefálica de alguns (outros nem massa encefálica têm, mas essa é outra história), nunca partilhei das opiniões de que o mal do futebol está nas claques, que deviam ser banidas, ...

Pessoalmente sou um defensor das claques como elementos integrantes do espectáculo que é um jogo de futebol, que devem ser enquadradas pelo clube de forma a exponencial aquilo que têm de bom e a minimizar os seus excessos.

Mas voltemos ao Colectivo 95, se é bom que tenham chegado a um entendimento com a SAD, sobre a sua colocação na superior norte, acho que o sector (S24, parte superior) encontrado não é o melhor. A medida de estarem na parte superior é boa, para evitar problemas com os sócios que ficassem atrás deles (como aconteceu o ano passado na superior Sul), mas o facto de terem um único sector a separá-los do sector visitante parece-me pouco sensato. Precisamente para minimizar excessos era preferível que a sua colocação fosse num sector mais à esquerda da superior, de preferência no outro extremo da superior, de onde foram 'expulsos' no jogo de apresentação com o Panathinaikos.

Nestas coisas mais vale prevenir que remediar.

Hino dos Super Dragões II

Aqui há tempos escrevi aqui uma parte do Hino dos Super Dragões, não sei porque carga de água mas o Google tem encaminhado para aqui muita gente à procura do hino. Para os interessados aqui fica a letra completa:

A namorada eu deixei
E o trabalho abandonei
Para te dizer
Que até morrer!
Até morrer Porto te amarei

Olé! Olê! Olé! Olê! Olé! Olê!

Desde miúdo que eu sou
Portista, ao Porto tudo dou
A minha vida de azul vestida
Para onde fores eu também vou

Olé! Olê! Olé! Olê! Olé! Olê!

Pinto o meu rosto de Azul
Parto sem medo para o Sul
E ai de quem contra mim vem
Pintai ó malta! a cara de Azul

Sistema Manual

A vontade para falar em desgraças é muito pouca, por isso mais vale levar a coisa na desportiva e na base do humor. Segue-se um texto que recebi por mail e que encaixa no espírito.

José Peseiro e Victor Fernandez decidiram voltar ao sistema manual de colocação de jogadores em campo, depois de concluirem que o sistema informático utilizado desde o início da época não dava garantias de escolher a equipa com o rigor desejado. Os dois treinadores colocavam os jogadores em campo de acordo com um programa informático que se baseava em inúmeras características dos jogadores e da equipa. No entanto, e de acordo com um dos responsáveis da empresa que vendeu o software, o programa era de tal forma desenvolvido que enviava mails aos presidentes dos clubes a denegrir a imagem do treinador e a lançar suspeitas sobre a sua sexualidade. O programa usado no FC Porto chegava ao ponto de efectuar uma listagem de jogadores a dispensar e propunha a venda imediata de Jorge Costa ao Dragões de Sandinenses. Terá sido este programa que provocou a saída precoce de Del Neri do comando dos dragões. De acordo com Pinto da Costa, presidente do FC Porto, com o sistema manual a equipa poderá desta forma começar a ganhar a partir do próximo dia 30 de Dezembro.
José Peseiro, por seu lado, deparou-se com outro tipo de problemas. O programa insistia em colocar Pinilla a ponta de lança, sendo ele um lateral direito contratado para jogar na equipa de andebol leonina. Peseiro começou a desconfiar do software quando este insistiu na venda de Rui Jorge para o Real Madrid. Fontes seguras informaram-nos que um tio de Rui Jorge fez parte da equipa de programadores do programa em questão. Dias da Cunha decidiu assim avançar para o sistema manual de colocação de jogadores, lamentando o atraso na classificação que tal irá provocar, estando prevista a próxima vitória para os meados do mês de Novembro, data da 1ª eliminatória da Taça de Portugal. O presidente do Sporting deixou ainda no ar a seguinte declaração: "Eu bem dizia que a culpa era do sistema..."

Instituto de Estrada de Portugal

O nosso caro IEP (Instituto de Estradas de Portugal) tem no site uma coisa chamada trânsito em directo. Em termos de conteúdos é pobre mas sempre dá para ver o trânsito através de câmaras em directo, concretamente 52, curiosamente ou talvez não todas da Área Metropolitana de Lisboa. Não seria melhor chamar-se Instituto de Estradas de Lisboa? Ou será que no resto do país não existe trânsito?

Leitura obrigatória

A crónica pós-férias da Júlia Guimarães no Portal dos Dragões.

"Ah... the perfect bliss... sabem como é?
Meses e meses e meses de dias perfeitos, pintados de azul e branco entre ora suaves ora fortes tons de rosa e seus derivados... sempre em tons pastel.

E era reclinarmo-nos nas nossas fofas nuvens predilectas a cheirar a lavadinhas, era predispor em camadas pequenas e delicadas almofadas de algodão puro sob a nossa cabecinha despreocupada e era fechar os olhos e sentir um calorzinho danado de bom a invadir-nos a alma, nas pálpebras recolhidas uma leve luz dourada do Verão de todo um ano e nas narinas um aroma agradável (porque ligeiro) a rosas, magnólias, madressilvas e a frescas flores campestres. "

Ler o resto no Portal dos Dragões.

A propósito da equipa B

Não é que seja nada de novo, mas hoje ao ler declarações do Domingos: "a equipa joga sempre num sistema de 4-4-2 losango", dei comigo a pensar "Que sentido faz a equipa B?"

Desde que arrancou o projecto da Equipa B, sempre me pareceu que esteve um bocado em auto-gestão, que a ligação com a equipa principal sempre foi muito ténue. O aproveitamento de jogadores tem sido quase nulo.  

Se a equipa B é uma ante-câmara da equipa principal não tinha todo o sentido que ambas ussassem os mesmos sistemas tácticos? Porque é que a equipa B joga sempre 4-4-2 losango e a principal tanto joga em 4-3-3 como 4-4-2 (e esse 4-4-2 não é propriamente em losango)? A passagem (ou chamada temporária) à equipa principal não seria mais fácil se houvesse uma uniformização? Não era esse o objectivo da Equipa B? Criar rotinas de jogo uniformes em todas as equipas do clube?

Pessoalmente acho que o modelo de organização Inglês, com a existência de um manager (que é o treinador da equipa principal e ao mesmo tempo gere todo o futebol do clube) seria o indicado para se tirar um melhor rendimento dos escalões de formação.

Se entretanto não se acabar com a equipa B, estou em crer que mais cedo ou mais tarde se vão ter de efectuar alterações na organização, aliás como se falou durante o ano passado, em que este seria o modelo que Pinto da Costa apresentou a José Mourinho para o tentar convencer a ficar. É pena que fosse uma proposta meramente destinada a uma pessoa e não tenha sido vista como uma necessidade estratégica do clube, independentemente de quem fosse o novo treinador. Se calhar, se se tivesse contratado um treinador com esse perfil, talvez nunca tivessemos passado pelo equívoco Del Neri.

1ª Embirração

Sem querer começar já a bater no ceguinho, não tenho gostado do timing com que o Victor Fernandez tem efectuado as substituições, parecem-me sempre tardias e mais que óbvias. De um treinador espera-se que surpreenda, que consiga ver além daquilo que vê o treinador de bancada, e nesse aspecto temos tido uma réplica do Fernando Santos. Não basta dizer em conferência de imprensa que "Começamos muito mal o jogo. Estivemos excessivamente apáticos na organização do jogo e nunca conseguimos ganhar as disputas de bola no meio-campo.", isso todos vimos, a um treinador pede-se que reaja e tome medidas em campo, não em conferências de imprensa.

Se estivemos excessivamente apáticos porquê esperar 45 minutos para fazer alterações?

Se para a segunda parte optou por jogar com dois jogadores nas alas, inicialmente com Quaresma na esquerda e Carlos Alberto na direita, uma vez que já se viu que o Carlos Alberto não rende nas alas, uma vez que o Derlei até esteve a aquecer no intervalo com o Quaresma, porquê perder 10 minutos naquilo que era óbvio? A entrada do Derlei e saída do C. Alberto.

Já agora, era capaz de fazer bem ao Pepe uma cura de banco.

Hotel Dragão

Hoje ao ler uma notícia no Record, sobre a mudança dos estágios do Tivoli para o Sheraton, lembrei-me:

O que é feito do Hotel do centro de estágio? Quando é que está pronto?

Estava mais que na hora de poupar uns cobres em hóteis de 5 estrelas. 

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São os dias que já passaram desde a inauguração do estádio do Dragão, sem que eu tenha posto a vista e as mãos no meu azulejo.

A caixinha de cartão lá continua solitária à espera do seu amigo azulejo.

Hóquei em Patins

A par do futebol, foi o hóquei em patins, a modalidade desportiva que mais cimentou o meu gosto pelo desporto e fundamentalmente pelo FC Porto.

Estávamos no início dos anos 80, o FCP tinha uma grande equipa (Domingos, Alves, Vale, Vitor Hugo, Vitor Bruno) e aquele pavilhão das Antas (posteriormente Dr. Américo de Sá) lotadinho viveu grandes noites de hóquei com Barcelona, Roller Monza, Ben7ica, Sporting, ... Aquele ambiente de euforia, de apoio à equipa, de pressão constante sobre o adversário contrastava com o ambiente monótono que eram os jogos de futebol à época.

Ou seja, agradava-me assistir a jogos de hóquei e muita gente devia sentir o mesmo.

Hoje, olhando para o estado da modalidade acho que não foi feito nada para a tornar maior. Dá pena olhar para o europeu que está a decorrer e ver que é disputado num pavilhão com capacidade para 1200 pessoas e mesmo assim não esgota, dá pena ver jogos acabar com 17-0, dá pena ver os mesmos de sempre a jogar as meias finais e finais, dá pena ver uma selecção italiana em que todos os jogadores têm mais de 30 anos.

Se o presente da modalidade está sombrio, o futuro ainda parece pior. É pena. Vão valendo alguns jogos em Fânzeres para matar saudades dos velhos tempos.

Dor de corno?

Porque motivo ontem a RTP nos resumos da Liga dos Campeões usou o genérico da Liga dos Campeões do ano passado que acaba com o Maldini a levantar a taça? 

Será porque o genérico deste ano acaba com uns gajos vestidos de azul e branco a levantar a taça?

Tá na hora de ir prá missa!

Daqui a uma hora começa a caminhada pró bi.

Até os comemos!  

Aproxima-se um fds cansativo

Segundo o site da Liga de Clubes jogamos com o Estoril, Sábado às 21:15

Segundo o site da TVI (que vai transmitir o jogo) jogamos Domingo às 19:00

Segundo o site do FC Porto jogamos Domingo às 21:15.

 

Nada se compara ao rigor informativo Português. Assim sim, vale a pena ter sites, divulgar informação. Bem hajam.

A coisa começou mal, mas ...

Escrevia eu ontem:

"A minha esperança é que as mudanças operadas na equipa tenham mexido em tudo menos no espírito de grupo, na ambição, na garra de jogar enfim na essência do FC Porto"

Quanto ao espírito de grupo respondeu o Costinha: "Se fosse realmente dizer aquilo que sinto, se calhar amanhã (hoje) chegava a levar um processo" (...) "penso que se o FC Porto for mais ambicioso e humilde talvez vá ganhar mais qualquer coisa"

Quanto à ambição respondeu o Diego: "Não deixa de ser um bom resultado"

Quanto à garra de jogar, o título da crónica em O Jogo diz tudo: "Falta alma ao campeão"

Não retirando importância à capacidade atlética dos jogadores, à capacidade técnico-táctica do treinador, as duas últimas épocas relevaram a importância da equipa (que é algo mais que a soma de 11 jogadores e um treinador) e a sua capacidade mental e psíquica.

Com as mudanças operadas neste início de época, temo que se tenha perdido alguma dessa capacidade, cabe-nos a nós adeptos não piorar a situação, cabe-nos a nós apoiar a equipa na próxima terça-feira do 1º ao último minuto. Só apoiando é que podemos exigir.

Allez Porto! Allez!

Nós somos a tua voz

Queremos esta vitória

Conquista-a por nós.

Quero voltar ao Batalha!

Está a decorrer uma petição sobre os Cinema Águia D'Ouro e Batalha.

É favor assinar! Senão um dia destes os putos não sabem o significado do Vai no Batalha*.

 

* - Como quem diz: isso é filme; forma mais prosaica de dizer que é mentira.

Logo há bola

Logo começa o nosso campeonato nacional (ou como agora se diz SuperLiga) e sinceramente não sei como definir o meu estado de expectativa. O plantel é bom, o treinador é bom, somos campeões europeus, ... mas há sempre um Del Neri e uma (não) pré-época a ensombrar a coisa.

A minha esperança é que as mudanças operadas na equipa tenham mexido em tudo menos no espírito de grupo, na ambição, na garra de jogar enfim na essência do FC Porto, se assim for tenho a certeza que vamos ter o mesmo Porto de sempre, senão vamos andar a penar e a relembrar a era Fernando Santos.

A Ribeira - II

Agora uma imagem recente da Ribeira:

Vereador diz que Dragão não devia ter sido feito na cidade

Hoje (ou melhor ontem) vem no JN o nosso querido vereador Ricardo Figueiredo com mais um dos seus belos comentários:

"Racionalmente, um estádio para 50 mil pessoas, como o Estádio do Dragão, não tinha nada que estar numa cidade como o Porto".

Nesta discussão ser o estádio do Dragão é pouco relevante, a questão que se põe é:

- Afinal o que é que esta Câmara quer para a cidade?

O Corte Inglês não. Centros Comerciais não. Hipermercados não. O Dragão também não. Construção à  volta do parque da cidade também não. O Plano de Pormenor das Antas só foi feito porque 'foram' obrigados. Fundação para o Desenvolvimento da Zona Histórica do Porto também não.

Será que sabem que uma cidade para viver precisa de pessoas 24 horas por dia, que não basta que fiquem as 8 horas de trabalho na cidade?

Um dia destes ainda nos dizem que não faz sentido ter o Hospital S. João nem a Universidade do Porto na cidade.

Quem é que nos livra destas imbecilidades?

Andebol e a Liga dos Campeões

A saga no Andebol continua:

"A Direcção do F.C. Porto e os responsáveis pela secção de andebol do clube decidiram não participar na pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Os detentores do título nacional, recorde-se, jogariam no próximo sábado, frente ao Brest Handball Club AP Meshkovo, na Bielorússia, a primeira mão do apuramento para a fase de grupos.

Na base desta decisão da secção de andebol do F.C. Porto estão as posições recentes da Federação Portuguesa de Andebol, que vêm por em causa a organização da Liga Profissional e criar um cenário de boicote à competição mais importante do panorama nacional da modalidade." (ver notícia completa em fcporto.pt)

Não estava mais que na hora de o Conselho Superior do Desporto ou a Secretaria de Estado tomarem uma posição?

Haja pachorra!

A Ribeira

Apateceu-me meter aqui esta imagem da Ribeira (retirada do blog Avenida dos Aliados )

Hino dos Super Dragões

Diz o Hino dos Super Dragões:

"A namorada eu deixei...
E o trabalho abandonei
Para te dizer
Que até morrer
Que até morrer Porto te amarei!"

Parece que não é seguido por todos. ;-)

José Mourinho e o seu livro

Após a final de Gelsenkirchen José Mourinho falou sobre a segunda parte do seu livro, que já estava anunciada mas que pelos vistos não era certa (in MaisFutebol):

«Não sei, vou ter de falar com o meu amigo Luís Lourenço que está a escrever o livro», referiu. «Não sei se vai sair porque existem coisas lá no livro que não são verdade. Não posso dizer todas as verdades e não quero que o livro saia com meias-verdades. Porque não posso dizer todas as verdades. Porque não. São coisas que têm a ver com pessoas de fora do grupo, o grupo é fantástico. E também não têm nada a ver com a administração ou o presidente. Ao contrário do que se disse, entre mim e o presidente esteve sempre tudo bem»

Para uma compreensão absoluta do livro que agora saiu impunha-se que José Mourinho esclarecesse, ou que um jornalista lhe perguntasse:

  • Estão lá todas as verdades ou não? Ou ficou-se por algumas meias-verdades?

A selecção Kit-Kat

Depois da originalidade de um jogador decidir fazer uma pausa na selecção, agora surge a originalidade de se fazer uma pausa no uso dos n.ºs 5, 7 e 10.

Não dá para o Madail e o Scolari também fazerem uma pausa e voltarem lá para o ano 2100?

Estudo de viabilidade técnica, económica e financeira

Seguem-se excertos do estudo de viabilidade técnica, económica e financeira incluído na Oferta pública de subscrição de 2.300.000 obrigações representativas do empréstimo obrigacionista "F.C.Porto - Futebol, SAD"

"A Futebol Clube do Porto – Futebol, S.A.D. (FC Porto SAD), apresentou resultados negativos nos três últimos exercícios (em termos individuais e consolidados), pelo que, nos termos da alínea d) do n.º 1 do Artº 137 e da alínea c) do Artº 156 do Cód. VM, é requerido a elaboração do estudo de viabilidade técnica, económica e financeira da sociedade."

"Tendo em consideração uma manifesta estagnação/recessão no mercado de transferências de jogadores entre clubes de futebol profissional, existe uma forte aposta, por parte da FC Porto SAD, nas escolas de formação do FC Porto e na promoção anual de alguns desses jogadores à equipa principal. Esta movimentação de jogadores vem, por um lado, reduzir as necessidades de investimento e renovação da equipa com recurso a jogadores formados por terceiros, bem como aliviar os custos com pessoal e perspectivar um aumento de fontes de receita com a futura alienação dos seus direitos desportivos a outros clubes."

"Seguindo a filosofia de que se pretende apenas manter os jogadores talentosos e que se possam afirmar no plantel da FC Porto SAD, no que diz respeito aos proveitos com empréstimos de jogadores (jogadores do quadro da FC Porto SAD cedidos temporariamente a terceiros), prevê-se o desaparecimento desta fonte de receitas, uma vez que se pretende privilegiar a alienação de direitos desportivos face à pressão que as remunerações e encargos sociais dos jogadores exercem sobre a rubrica de Custos com Pessoal."

Comentário: Num quadro que antecede este parágrafo está indicado que em 2004/2005 se previa que não existissem jogadores emprestados.

"Custos com pessoal
Sendo inequivocamente a rubrica de maior peso nos custos do Grupo FC Porto SAD, os Custos com Pessoal são fortemente pressionados pelos elevados níveis salariais dos jogadores de futebol profissional, praticados pela maioria dos clubes, com o objectivo de aumentar a sua competitividade desportiva. Não obstante, está em prática uma estratégia no sentido de inverter esta tendência, cujos resultados se esperam vir a revelar durante os próximos anos, através de redução absoluta dos valores envolvidos. Esta redução dever-se-á, em parte, à aposta na formação interna de jogadores."

"A implementação das estratégias seguidas pela Administração da FC Porto SAD assenta num conjunto de pressupostos nucleares para a validação da análise económico-financeira desenvolvida no decorrer deste documento, entre os quais salientamos:
1. Estádio do Dragão: a utilização do Estádio do Dragão é um elemento fundamental na implementação da estratégia delineada, pelo que representa em termos de acréscimo da capacidade de atracção de público aos jogos, da capacidade de diversificação dos espectadores tradicionais e pela dinamização comercial que trará à venda de produtos associados ao FC Porto;
2. Capacidade de Redução de Custos Salariais: a capacidade de criar internamente competências e infraestruturas de apoio à formação de jovens talentos, será um factor determinante para o sucesso na contenção e redução da massa salarial paga aos atletas;
3. Rigor Financeiro na Gestão: o rigor na contratação de jogadores formados por terceiros (rigor em termos de condições financeiras oferecidas, mas também de critérios apertados de selecção) e na capacidade de gerir os momentos de venda de direitos desportivos, contribuirão para o equilíbrio das contas e para uma trajectória de sustentabilidade;
4. Manutenção do Sucesso Desportivo: a tradução da estratégia delineada, em vitórias nacionais e internacionais (na senda do passado recente), constituirá uma condição necessária (mas não suficiente) para a consolidação da viabilidade do projecto empresarial encabeçado pela FC Porto SAD.

Podemos concluir, assim, que o sucesso económico-financeiro está fortemente dependente do sucesso desportivo. No entanto, a viabilidade do negócio não decorre somente de uma gestão activa do fluxo de proveitos, sendo também fortemente dependente de uma gestão activa e rigorosa das componentes de custos. A observação da preocupação de gestão destas duas vertentes, cria uma tendência de sustentabilidade do negócio e de viabilidade do mesmo dentro do horizonte considerado."

 

Agora digam-me se a SAD está a seguir as suas próprias orientações.